Um labrador morreu em 2025 depois de ingerir sementes de uma planta tóxica encontradas na calçada de uma agência do Bradesco, em São Paulo. A Justiça condenou o banco a pagar R$ 25 mil por danos morais à tutora do animal, Fabiana Amaral, de 47 anos.
Segundo o relato apresentado no processo, o cachorro, chamado Pudim, era saudável antes do episódio. A 1ª Vara do Juizado Especial Cível de São Paulo responsabilizou a instituição financeira pela morte do animal.
Planta tóxica causou intoxicação
As sementes da cycas revoluta, conhecida como cica, estavam na calçada próxima ao jardim da agência, na zona oeste da capital paulista. Depois de ingerir o material, Pudim começou a vomitar no mesmo dia e foi levado pela tutora a um hospital veterinário.
O cachorro permaneceu internado por quatro dias em uma unidade e depois foi transferido para outro hospital, onde ficou por mais quatro dias. Segundo Fabiana relatou ao Metrópoles, a intoxicação provocou uma doença hepática aguda e levou à falência do fígado.
A tutora afirmou que recebeu dos veterinários a informação de que o quadro poderia atingir o sistema neurológico caso o animal permanecesse internado por mais tempo. Pudim morreu após a ingestão da planta, e a eutanásia foi realizada em 22 de março.
Banco removeu a planta
Pudim era considerado por Fabiana um cão de suporte emocional e a acompanhava em sua rotina. Após a morte do animal, ela decidiu colocar placas de alerta na área próxima à agência para avisar outros tutores sobre o risco.
Segundo o relato, o Bradesco retirou as placas. Fabiana voltou ao local no dia seguinte e, posteriormente, a planta também foi removida do jardim.
Procurado pelo Metrópoles sobre a condenação, o Bradesco informou que não comenta casos sub judice.
Tutora defende volta de lei
Além da indenização, Fabiana passou a defender regras para impedir o cultivo de plantas tóxicas em espaços públicos. Segundo ela, a Lei nº 13.646 proibia esse tipo de cultivo com o objetivo de proteger crianças e animais domésticos, mas foi revogada pela Lei nº 17.794.
A designer defende a retomada da legislação e a instalação obrigatória de placas de advertência em locais onde esse tipo de planta esteja presente. Ela também afirma que a fiscalização poderia ajudar a reduzir os riscos para animais e pessoas.










