Aos 41 anos, o ex-goleiro Bruno Fernandes voltou a aparecer no noticiário por causa de uma disputa judicial com a Band. O ex-jogador entrou com uma ação contra a emissora e pede R$ 4 milhões em indenização por supostos danos à imagem e perseguição midiática. O processo também inclui a apresentadora Cátia Fonseca, que deixou o comando do Melhor da Tarde em 2025.
A ação tramita na 1ª Vara Cível de Cabo Frio, no Rio de Janeiro. Segundo informações divulgadas pela Folha de S. Paulo e repercutidas pela coluna de Fábia Oliveira, do Metrópoles, a defesa de Bruno afirma que reportagens exibidas pela Band desde 2012 prejudicaram sua tentativa de voltar ao mercado profissional.
Processo contra a Band
Os advogados sustentam que a exposição negativa teria dificultado a retomada da carreira do ex-goleiro. Bruno foi condenado pelo assassinato de Eliza Samudio e cumpre pena em regime aberto.
Cátia Fonseca também aparece no processo por declarações feitas durante o Melhor da Tarde. Em 2022, a apresentadora criticou Bruno ao comentar uma dívida de pensão alimentícia relacionada ao filho dele com Eliza. Na ocasião, ela questionou o comportamento do ex-jogador e afirmou que a criança não deveria manter proximidade com ele.
Pedido de censura negado
A defesa também pediu que a Justiça impedisse novas menções a Bruno e reportagens sobre ele no programa. A solicitação, porém, foi rejeitada pela juíza Juliana Gonçalves Figueira.
Na decisão, segundo os autos citados pelas reportagens, a magistrada considerou que a liberdade de expressão deve prevalecer, salvo situações em que o conteúdo divulgado seja comprovadamente ilícito. O entendimento também levou em conta a condição de pessoa pública de Bruno e a ampla repercussão do caso criminal.
O processo ainda não representa uma condenação da Band ou de Cátia Fonseca. O pedido de R$ 4 milhões será analisado pela Justiça ao longo da ação, que discute os limites da cobertura jornalística e os possíveis efeitos da exposição sobre a imagem do ex-atleta.










