A Uber está testando um novo modelo de cobrança para motoristas parceiros em cidades da Suécia e da Suíça. Batizada de taxa de despacho, a medida prevê a cobrança de um valor por cada oferta de corrida enviada ao motorista, independentemente de ele aceitar ou recusar a viagem. Segundo informações divulgadas pelo portal iG e repercutidas por outros veículos, o projeto ainda está em fase de testes e, até o momento, não foi anunciado para o Brasil.
A novidade está sendo avaliada nas cidades de Malmö, na Suécia, e Basileia, na Suíça. De acordo com a empresa, o objetivo é tornar a distribuição das corridas mais eficiente e reduzir o tempo de espera dos passageiros.
Como funciona a taxa
No modelo tradicional, o motorista não paga nenhuma cobrança ao ignorar uma solicitação de viagem. Com a nova proposta, cada corrida oferecida pelo aplicativo gera uma taxa automática, mesmo que ela seja recusada ou não seja aceita.
Por esse motivo, a Uber orienta os parceiros a permanecerem online apenas quando estiverem realmente disponíveis para realizar viagens. Caso contrário, a recomendação é desativar temporariamente o status de disponibilidade no aplicativo para evitar cobranças desnecessárias.
A empresa afirma que a iniciativa busca direcionar as chamadas aos motoristas com maior probabilidade de aceitar a corrida, aumentando a eficiência da plataforma.
Testes na Europa
Em Malmö, a taxa é de 2 coroas suecas por solicitação de corrida. Segundo a Uber, o valor arrecadado é redistribuído aos próprios motoristas ao fim de cada semana, conforme a quantidade de viagens concluídas.
Já em Basileia, a cobrança é de 0,30 franco suíço por oferta de corrida. Nesse caso, não há devolução do valor pago. Como compensação, a empresa reduziu a comissão cobrada sobre as viagens realizadas nas categorias UberX e UberXL, passando de 25% para 23%.
Até o momento, a Uber não informou se pretende ampliar o projeto para outros países. Assim, a taxa de despacho permanece restrita às cidades europeias escolhidas para os testes, e não há previsão oficial de adoção da medida no mercado brasileiro.










