Levando adiante as conquistas do passado e abrindo juntos um novo capítulo das relações China–Estados Unidos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou uma visita de Estado à China entre os dias 13 e 15 de maio de 2026, a convite do presidente chinês, Xi Jinping
Publicado: 27/05/2026 às 11:52
Presidente da China, Xi Jinping, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump ( AFP)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou uma visita de Estado à China entre os dias 13 e 15 de maio de 2026, a convite do presidente chinês, Xi Jinping. Os dois chefes de Estado trocaram opiniões aprofundadas sobre temas cruciais de interesse bilateral e global, alcançando uma série de novos consensos.
Este foi um encontro histórico entre China e EUA. Foi a primeira reunião presencial entre os dois chefes de Estado desde o encontro em Busan, em outubro do ano passado, e marcou a primeira visita de um presidente americano à China em nove anos, dando continuidade e consolidando o bom momento de interação entre os dois líderes. O encontro promoveu a compreensão mútua, aprofundou a confiança recíproca, impulsionou a cooperação prática e trouxe maiores benefícios para os povos de ambas as nações, injetando estabilidade e certeza urgentemente necessárias ao cenário mundial.
Os dois chefes de Estado concordaram em estabelecer “uma relação construtiva de estabilidade estratégica China-EUA” como o novo marco orientador das relações entre China e EUA oferecendo, assim, uma diretriz estratégica para os próximos três anos e até para um período mais longo. A decisão foi amplamente recebida de forma positiva pelos povos dos dois países e pela comunidade internacional. Na visão chinesa, essa nova definição das relações bilaterais deve representar uma estabilidade positiva baseada principalmente na cooperação, uma estabilidade saudável com competição moderada e controlada, uma estabilidade permanente capaz de administrar adequadamente as diferenças e uma estabilidade duradoura sustentada pela perspectiva da paz. A China está disposta a trabalhar em conjunto com os EUA para transformar esse novo posicionamento em ações concretas de aproximação mútua, promovendo um desenvolvimento estável, saudável e sustentável das relações bilaterais, e contribuindo para mais paz, prosperidade e progresso no mundo.
Os dois chefes de Estado também alcançaram importantes consensos sobre a manutenção da estabilidade das relações econômicas e comerciais, a ampliação da cooperação prática em diversas áreas e a adequada solução das preocupações de ambas as partes. Concordaram ainda em reforçar a comunicação e a coordenação sobre questões internacionais e regionais.
Nesta reunião, a questão de Taiwan foi um dos temas centrais da agenda. A parte chinesa deixou claro que a questão de Taiwan é um assunto interno da China e constitui a questão mais importante nas relações entre China e EUA. A manutenção da paz e da estabilidade no Estreito de Taiwan representa o maior ponto de convergência entre os dois países. Os Estados Unidos compreendem a posição chinesa e atribuem importância às preocupações da China. Assim como a comunidade internacional, os EUA não apoiam nem aceitam qualquer movimento em direção à independência de Taiwan.
As relações entre China e EUA dizem respeito ao bem-estar de mais de 1,7 bilhão de pessoas dos dois países e aos interesses de mais de 8 bilhões de pessoas em todo o mundo. A China está disposta a trabalhar em conjunto com os Estados Unidos para implementar plenamente os importantes consensos alcançados pelos dois chefes de Estado e avançar na direção da construção de “uma relação construtiva de estabilidade estratégica China-EUA”. Ambos os lados devem construir, conjuntamente, uma forma correta de convivência entre grandes potências na nova era, trazendo mais benefícios aos povos dos dois países e contribuindo ainda mais para a paz e o desenvolvimento mundiais.
Lan Heping
Cônsul-Geral da República Popular da China em Recife