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PF na Bahia

A Polícia Federal reuniu fortes indícios de irregularidades envolvendo empréstimos concedidos pelo Banco Master ao empresário baiano Joel Feldman

Leandro Mazzini

Publicado: 24/07/2026 às 06:50

Agentes da PF em operação/Foto: Agência Brasil

Agentes da PF em operação (Foto: Agência Brasil)

Coluna Esplanada - Esplanada
Coluna Esplanada (crédito: Esplanada)

BRASÍLIA, SEXTA-FEIRA, 24 DE JULHO DE 2026 - Nº 4.405

PF na Bahia

A Polícia Federal reuniu fortes indícios de irregularidades envolvendo empréstimos concedidos pelo Banco Master ao empresário baiano Joel Feldman. A instituição controlada por Daniel Vorcaro liberou R$ 28 milhões para Feldman poucas semanas após obter o credenciamento para operar, com exclusividade, o cartão de crédito consignado dos servidores de Mata de São João (BA).

Na época, Feldman era o secretário municipal de Desenvolvimento e considerado braço operacional e faz-tudo do ex-prefeito de Mata de São João e atual deputado federal João Gualberto (PSDB-BA). Tanto que foi alçado à presidência da Associação Baiana de Supermercados (Abase) com o apoio do parlamentar, fundador da rede Hiperideal, uma das maiores do Estado.

Feldman também teve papel relevante na articulação da chegada do Credcesta à Bahia, o cerne do poder financeiro do Banco Master e dos sócios Daniel Vorcaro e Augusto Lima, ambos presos. Feldman e o deputado Gualberto não responderam aos contatos e à demanda da Coluna por telefone.

Família de milhões

A família Kruschewsky nadou de braçadas no cofre do Banco Master de Daniel Vorcaro no melhor momento do “banqueiro”. Além do já revelado aqui, de que o procurador e advogado Eugênio Kruschewsky levou R$ 54 milhões em honorários, o portal “Vero Notícias” revelou que o primo André K ganhou R$ 22 milhões entre 2023 e 2024. Aliás, Eugênio está tentando na Justiça cercear o direito jornalístico de publicações sobre isso.

1 trilhão

No encontro com embaixadores, a despeito da polêmica sobre as urnas da Venezuela, Flávio Bolsonaro (PL) disse que “o maior projeto social do Brasil hoje é arrumar suas contas públicas”. E deu um dos caminhos, se for eleito:

“O Brasil tem mais de R$ 1 trilhão em imóveis que podem ser colocados sob administração de fundo gestor.”

Emendou que faria análise dos ativos da União para venda.

Caixa e Floresta

Em meio à mobilização internacional pelo Fundo Florestas Tropicais para Sempre, reforçada por 12 investidores na Declaração de Rotterdam, a The Nature Conservancy reforçou que a conservação exige novos incentivos financeiros.

Para apoiar o mecanismo brasileiro, a TNC aportou US$ 5 milhões na iniciativa, que remunera o conceito de “floresta em pé” e destina ao menos 20% dos recursos a comunidades.

Brasil no vermelho

Mais de 80% das famílias brasileiras continuavam endividadas em junho, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor.

Para o head financeiro da Bravo, Luiz Fernando Zanqueta, embora o Novo Desenrola Brasil seja importante e ofereça descontos de até 90% para renegociação de dívidas, muitos casos de consumidores ainda exigem orientação para reorganizar as finanças.

Defesa digital

Dados do CIO Report 2026, estudo da Logicalis/Vanson Bourne, apontam que 72% das empresas brasileiras aumentaram o orçamento para remediação pós-incidente ou pagamentos relacionados a ataques cibernéticos. Outros 28% não notaram a elevação.

Mundialmente, 68% adotaram a mesma medida. No Brasil, outro gargalo é a escassez de profissionais especializados.

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