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Diario Político

com Renata Bezerra de Melo

Articulação

Em Brasília, João Campos tem federação do PSB com PDT na pauta

O PDT debateu o tema, durante a Convenção Nacional da legenda, no Rio de Janeiro, na terça-feira (27). Movimento pode significar a retomada do ritmo de diálogo com os socialistas, que havia arrefecido da semana passada para cá

Renata Bezerra de Melo

Publicado: 30/10/2026 às 04:10

Presidente nacional do PSB, João Campos debate federação com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi/Rafael Vieira/DP Foto e Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Presidente nacional do PSB, João Campos debate federação com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi (Rafael Vieira/DP Foto e Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

Até a semana passada, a federação entre PSB e PDT era dada como certa nas hostes das duas siglas. Mas as conversas teriam arrefecido de lá para cá. A costura, que se arrasta desde antes do pleito, fora retomada, agora, após o segundo turno. Nesta quinta-feira (29), o presidente nacional do PSB, João Campos, embarcou para Brasília com o assunto na pauta.

Em Pernambuco, há lideranças que defendem essa construção há algum tempo, a exemplo do ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz. O PDT não conseguiu atingir a cláusula de barreira nas eleições deste ano e a composição com o PSB pode significar “manter vivo” o partido.

De outro lado, não se descarta que o movimento também acarrete o êxodo de lideranças, como a senadora eleita Marília Arraes. Em função disso e em prol do bem comum no âmbito do partido, em Pernambuco, Wolney votou contra a federação em reunião do diretório nacional. A maioria do partido, no entanto, é favorável. Na última terça-feira (27), o PDT aprovou resolução que delega à Executiva Nacional o poder para avançar com as negociações com outras siglas.

Em outras palavras, pavimentou o caminho para evoluir em processos de federação, fusão ou incorporação partidária. O debate se deu durante a Convenção Nacional da legenda, no Rio de Janeiro, e pode representar uma retomada do ritmo de diálogo com o PSB, que esfriara após o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, abrir conversas com outras legendas.

O movimento de Lupi, nas hostes socialistas, fora lido também como uma forma de negociar espaços de comando em eventual federação a ser formalizada. No encontro, que reuniu lideranças na sede da Fundação Leonel Brizola, se deu uma sinalização de preferência pela federação com o PSB. “Estamos buscando o avanço do partido a partir da proteção da nossa história e da nossa marca. Com as negociações avançando, vamos definir um caminho seguro e coerente para o PDT. O caminho natural é a federação com o PSB, mas existe também o diálogo com Avante, PRD, Solidariedade, PSDB, Cidadania, PSOL e Rede”, afirmou Carlos Lupi na ocasião.

O PSB transita na situação com cautela, porque, em 2025, já chegou a avançar em tratativas com o Cidadania, acertando as bases para a união e, mesmo assim, a federação acabou não saindo. Impasses regionais costumam pesar e a definição do controle partidário também. A composição entre as duas siglas mira o horizonte de 2028, primeiro, e 2030 na sequência, e pode reforçar, de imediato, uma das variáveis que contam: o tempo de TV.


Wolney segue Marília

Na reunião do Diretório Nacional do PDT, na última terça-feira (27), o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, realçou que Marília Arraes preside o PDT em Pernambuco e sublinhou o quanto a cortejou para que ela ingressasse no partido. Informou não se sentir no direito de discordar dela no momento em que se debruçam para reforçar as hostes pedetistas no Estado. Realçou sua luta antiga pela federação, mas indicou que não contrariaria a senadora eleita. Por muito tempo, o próprio Carlos Lupi foi contrário a essa união com o PSB. Marília não está submetida à fidelidade partidária.

Bancada de 21

O PSB elegeu 15 deputados federais em oito estados brasileiros no último dia 4 de outubro. O partido terá cadeiras para Bahia (1), Ceará (4), Espírito Santo (1), Minas Gerais (1), Pará (1), Pernambuco (4), São Paulo (2) e Sergipe (1). O PDT fez seis deputados federais. Somando, a federação alcançaria uma bancada de 21 parlamentares na Câmara Federal.

Estreia

O prefeito Victor Marques comanda sua primeira festa da Virada à frente da Prefeitura do Recife este ano. Ontem, ao anunciar as atrações do evento, prometeu manter o padrão do antecessor e padrinho político João Campos. Entre os nomes que vão se apresentar estão: Zé Vaqueiro, Wesley Safadão e Luiza Sonza.

Apelo

Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, nesta quinta-feira (29) que condenações por lesão corporal contra a mulher podem provocar inelegibilidade. A Corte entendeu que esse tipo de agressão pode ser classificado como crimes contra a vida, o que impede o registro de candidatura baseado na Lei da Ficha Limpa. A decisão veio acompanhada de um apelo ao Congresso Nacional para que altere a legislação eleitoral com urgência, de forma que ela passe a prever expressamente a inelegibilidade de condenados por crimes de violência contra a mulher.

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