João detalha novo movimento com PT
Presidente nacional do PSB descreve "construção nova" em 13 estados para fechar equações em favor do partido aliado
Publicado: 22/07/2026 às 00:00
Presidente nacional do PSB, João Campos comanda amplo arranjo político entre PT e PSB em estados em acordo com Lula (Ricardo Stuckert/Divulgação)
Presidente nacional do PSB, João Campos tem repisado que “fez o dever de casa para construir a unidade” do PSB no País inteiro. O detalhe é que, este ano, essa construção passa por um amplo arranjo político, visando a preservar o alinhamento com o PT em vários estados, em que o PSB, em alguma medida, assume um protagonismo no sentido de solucionar equações para o partido aliado.
Indagado pela coluna sobre essa mobilização, João Campos faz uma conta exata: “Em todos os estados, a gente está apoiando o presidente Lula. Em 13 estados, houve uma movimentação da direção nacional para organizar os palanques”.
Ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João define essa montagem como um “movimento de mudança ou de construção nova entre PT e PSB”. Em outras palavras, as pendências, desta vez, foram calculadas e sanadas estrategicamente de forma conjunta, visando à unidade em torno do projeto nacional de reeleição de Lula.
“Em São Paulo, por exemplo, é uma coisa nova construída entre PSB e PT lá”, detalha João Campos. Nesse caso, o PSB ocupa dois espaços na chapa com a vice, que tem Márcio França como titular, e com Simone Tebet em uma das vagas do Senado. João, inclusive, assistiu ao jogo da Seleção Brasileira contra a Escócia, no Palácio da Alvorada, ao lado de Lula, Tebet, além de Marina Silva, que integra a outra vaga para o Senado, e do próprio Fernando Haddad, que encabeça a chapa.
“No Mato Grosso, a filiação de Pedro Taques”, enumera João Campos em referência ao ex-governador que concorrerá ao Senado naquele Estado também numa construção conjunta com o PT. O outro nome do Senado, Carlos Fávaro, é ex-ministro da Agricultura do governo Lula. “Em Santa Catarina, o candidato ao Governo do Estado é do PSB”, relata o dirigente nacional. Refere-se à Gelson Merísio.
Naquele estado, reduto do bolsonarismo, o peso que o PSB exerce é o de construir solução onde o petismo enfrenta resistência, no sentido de diluí-la. Esse movimento se repete em outras unidades da federação. Numa eleição a ser decidida nos detalhes, o PSB, por demanda do próprio Lula, passou a construir soluções visando a diminuir diferenças mesmo em estados onde não é possível vencer.
Dever de casa
Durante o discurso na convenção do Republicanos, nesta terça-feira (21), João Campos destacou o seguinte: “Eu sei o dever de casa que eu fiz para construir a unidade do meu partido no Brasil inteiro. Se vocês acham que é fácil construir no Paraná, em Goiás, no Rio Grande do Sul, puxa para o Acre, vem para o Pará, pega o Nordeste, e construir unidade para os 27 diretórios do partido estarem absolutamente unidos em torno da candidatura do presidente Lula, isso representa a capacidade de fazer política com parceria”.
Para 2034
Presidente do Republicanos no Estado, Silvio Costa Filho lançou o nome de João Campos para Presidência da República: “Daqui a quatro anos, não, a oito, porque ele tem muito o que fazer, João poderá ser, no futuro, orgulho do nosso estado e presidente do Brasil”.
Interrogações
Presidente do MDB-PE, Raul Henry, sem citar Raquel Lyra, disparou: “Por que não fez o Arco Metropolitano? Por que não duplicou a PE-060 até o limite com Alagoas? Por que não fez nada? Por que é só promessa, espuma, papel e tapume? Agora, a quatro meses da eleição, quer dizer que vai transformar Pernambuco?. O povo não é besta!”
Margem
Nas hostes da Federação União Progressista, a data escolhida para a convenção estadual, próximo dia 5 de agosto, foi uma margem mais larga escolhida, é o prazo máximo para os partidos realizarem convenções, mas nada impede também que o ato possa ser antecipado, ponderam fontes do conjunto.