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PM que matou mulher em possível surto em SP é solto após audiência de custódia

Soldado atingiu a mulher com um tiro na cabeça. Advogado do OM afirma que ação foi "absolutamente legítima"

Estadão Conteúdo

Publicado: 16/10/2026 às 15:35

Caso ocorreu na Zona Norte de São Paulo/Reprodução

Caso ocorreu na Zona Norte de São Paulo (Reprodução)

O soldado André Coelho Maximo da Costa, preso por atirar e matar uma mulher em possível surto em Pirituba, na Zona Norte de São Paulo, foi solto após audiência de custódia na tarde desta sexta-feira (16).

O advogado Gilberto Quintanilha, que representa o policial militar, afirmou que a "justiça foi restabelecida". "A ação dele foi absolutamente legítima e dentro de tudo o que a Polícia Militar determina", afirmou Quintanilha após a audiência de custódia.

Em nota, o advogado Mauro Ribas, que também integra a defesa de Maximo, afirmou que a prisão ocorreu por "cunho político e eleitoreiro". Segundo ele, o soldado cumpriu todos os procedimentos operacionais da Polícia Militar, acionou a Câmera Operacional Portátil (COP) desde o início da ocorrência e só efetuou o disparo quando não tinha mais possibilidade de recuar.

"Esta prisão gerou extrema comoção e instabilidade na tropa da Polícia Militar, que entendeu tal ato como um recado de desamparo por parte do Governo do Estado e da Corporação", disse.

Maximo, que é soldado da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam), e outros dois colegas atenderam à ocorrência que terminou com a morte de Camila Pereira da Silva, de 32 anos, na tarde de quinta-feira (15).

Ela estaria em surto e se aproximou dos agentes com uma faca, antes de ser baleada na cabeça por Maximo. O policial foi preso em flagrante e encaminhado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação, mas foi liberado após a audiência de custódia, nesta sexta-feira.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) afirmou, na quinta-feira, que "não tolera desvios de conduta". "Um inquérito foi aberto e terá acompanhamento da Corregedoria da PM. O local foi preservado pelas equipes da Polícia Militar até a chegada de equipes do Instituto de Criminalística e Instituto Médico Legal. A arma do policial foi apreendida para ser periciada", disse.

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