Orkut de volta? Site aparece de cara nova e abre contagem regressiva: "trazer de volta o que realmente importa"
Site exibe carta do fundador e formulário de cadastro; por enquanto, não é possível criar conta, acessar comunidades ou usar funções da antiga rede
Publicado: 08/10/2026 às 12:03
O site oficial do Orkut foi atualizado nesta quinta-feira (8) com uma mensagem de seu fundador, Orkut Büyükkökten (Reprodução/Orkut)
O criador do Orkut, o engenheiro Orkut Büyükkökten, atualizou nesta quinta-feira (8) o site orkut.com com uma carta e um formulário para quem apoia a criação de uma nova rede social. Não há confirmação de relançamento, data ou funcionalidades.
A página exibiu uma contagem regressiva até as 10h, no horário de Brasília. A mensagem dizia: "Estou preparando uma grande mudança no site!". Büyükkökten afirmou que pretende "reconstruir a internet".
Na carta, ele critica os algoritmos das redes atuais, que priorizam engajamento e tempo de permanência. "Um algoritmo não consegue fazer a vida valer a pena. Mas um amigo consegue. Uma comunidade consegue", escreveu. Também critica bots, conteúdo sintético e deepfakes (vídeos ou imagens falsos produzidos com inteligência artificial) e defende um ambiente de interação entre pessoas reais.
Bom dia meus amores!! Uma cartinha do Orkut pra gente acesse o site e assine a petição ! Vamos fazer história novamente. https://t.co/3YylhqVCTS
— Nandinha (@fofoqueibr) October 8, 2026
O que o site oferece
Por enquanto, não é possível criar conta, acessar comunidades ou usar funções da antiga rede. A página traz um formulário para demonstrar apoio. É preciso ter 18 anos ou mais e informar e-mail e país. Nome e telefone são opcionais. Quem preenche recebe um código e pode gerar um cartão digital de apoiador para compartilhar nas redes. O site não pede doações.
Segundo a política de privacidade da Orkut Inc., empresa sediada nos Estados Unidos que hoje usa o domínio, as inscrições servem para medir o interesse pelo projeto. Os códigos dos cartões permitem contar quantas pessoas chegaram ao site por compartilhamento. A página convida os visitantes a ajudar a reunir milhões de assinaturas, mas não informa se há um mínimo para a plataforma sair do papel.
Os termos de uso, atualizados em 6 de outubro, dizem que participar da campanha não garante conta, reserva de nome de usuário nem acesso antecipado. O documento afirma ainda que a campanha não é compromisso de lançamento.
A proposta
A nova plataforma teria foco nas comunidades, recurso mais popular da rede original. A carta cita como exemplo grupos de moradores de uma região, de usuários de uma mesma linha de ônibus e de quem não gosta de segunda-feira. O site diz que inteligência artificial poderia ajudar a encontrar pessoas com interesses parecidos, sem detalhar como. Não há imagens da interface, lista de funções confirmadas ou indicação de que perfis, mensagens e comunidades antigos serão recuperados.
Questionada por um veículo de tecnologia sobre meta de assinaturas, previsão de lançamento e se o projeto resgataria características da rede original, a Orkut Inc. não havia respondido até a publicação daquela reportagem.
Da popularidade ao encerramento
O Orkut foi criado em janeiro de 2004, quando Büyükkökten trabalhava no Google, e se tornou uma das redes mais populares do Brasil nos anos 2000. Ficou conhecido pelas comunidades, pelos depoimentos e pelos recados. Em seu auge, reuniu dezenas de milhões de usuários brasileiros.
Nos anos seguintes, porém, perdeu espaço para concorrentes, sobretudo para o Facebook. O Google anunciou o fim da rede em junho de 2014, e ela foi desativada em 30 de setembro daquele ano. A empresa disse que outros serviços, como YouTube e Blogger, haviam superado o crescimento do Orkut.
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