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Política
OPERAÇÃO

Operação da PF mira pessoas ligadas ao deputado Sóstenes Cavalcante

Em dezembro do ano passado, equipes policiais encontraram R$ 400 mil em espécie em endereço ligado ao parlamentar

Renato Souza e Alícia Bernardes - Correio Braziliense

Publicado: 01/07/2026 às 07:15

Sóstenes não está entre os alvos de busca e apreensão na ação desta quarta, mas é investigado no âmbito da operação/Zélia Dória/PL no Congresso

Sóstenes não está entre os alvos de busca e apreensão na ação desta quarta, mas é investigado no âmbito da operação (Zélia Dória/PL no Congresso)

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (1°), a terceira fase da Operação Rent a Car, denominada Operação Galho Fraco II. A corporação investiga práticas de lavagem de dinheiro, peculato, fraude processual e organização criminosa. Entre os alvos estão pessoas ligadas ao deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara.

Sóstenes não está entre os alvos de busca e apreensão na ação desta quarta, mas é investigado no âmbito da operação. Em dezembro do ano passado, os investigadores encontraram mais de R$ 400 mil em espécie em um endereço ligado ao deputado. Agora, as diligências aprofundam a origem dos recursos.

Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e estão sendo cumpridos no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais para coleta e preservação de elementos de prova. Até agora, foram apreendidos documentos, equipamentos de informática, além de dinheiro em espécie, inclusive dólares, e relógios de luxo. De acordo com a PF, "as investigações apontam indícios de possível esquema envolvendo agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas supostamente utilizadas para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos". Há também indícios de possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas, o que pode caracterizar fraude processual.

Nas fases anteriores da investigação foram identificadas supostas irregularidades na contratação de empresa de locação de veículos com recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP). A atual fase aprofunda as apurações sobre a movimentação e a destinação desses recursos.

Sóstenes foi procurado para comentar o caso, mas ainda não se manifestou.

Confira a matéria no site do Correio Braziliense.

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