Deolane Bezerra vira ré sob acusação de lavar dinheiro do PCC
A advogada e influencer digital continua presa, na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo
Publicado: 18/06/2026 às 12:53
Deolane Bezerra foi presa no dia 21 de maio de 2026, em sua mansão localizada em Alphaville, Barueri (SP) (Foto: LECO VIANA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO)
Deolane Bezerra passa a ser ré, sob acusação de lavar dinheiro para a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). A Justiça paulista aceitou a denúncia contra a advogada e influenciadora digital.
Ela continua presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado e terá dez dias para apresentar resposta à acusação.
Marcos Willian Herbas Camacho, o Marcola, principal chefe da facção criminosa, o irmão dele, Alejandro Herbas Camacho Júnior, e Everton de Souza, apontado como operador financeiro do esquema, também passaram a ser réus na ação, de acordo com a decisão judicial da 3ª Vara de Presidente Venceslau.
Operação Vérnix
A denúncia faz parte da Operação Vérnix, realizada a partir de suspeitas de que uma transportadora de fachada era usada para lavar dinheiro do PCC. A operação resultou na prisão de Deolane e de Everton de Souza.
Também foram denunciados Leonardo Alexsander Ribeiro e Paloma Sanches, sobrinhos de Marcola, que estão foragidos. Semana passada, a defesa de Deolane, divulgou nota afirmando que ela "não faz parte de nenhuma organização criminosa e tampouco cometeu qualquer crime, o que será provado ao longo do processo".
O advogado que defende Marcola, seu irmão e sobrinhos, Bruno Ferullo, afirmou que: “vai demonstrar a fragilidade narrativa acusatória e a improcedência das imputações" contra seus clientes. Ele argumentou que tanto Marcola quanto Alejandro Juvenal estão presos e "submetidos a severas restrições de contato e comunicação, o que, por si só, torna inviável qualquer participação nos fatos investigados".
Afirmou também que Leonardo Alexsander e Paloma "refutam integralmente" as acusações e que "serão apresentados os esclarecimentos e as provas pertinentes acerca da origem e da regularidade das operações apontadas" na investigação.
Durante a audiência de custódia, Deolane chorou e afirmou que foi presa no exercício da advocacia. "Excelência, eu fui presa no exercício da profissão. À época dos fatos, eu advogava. É um processo bem antigo, de 2019, 2020. Eu quero deixar bem claro, mesmo sabendo que aqui não se trata de mérito, que eu fui presa por estar advogando, por uma quantia de R$ 24 mil depositada em minha conta, por um cliente que consta no próprio relatório da polícia o meu acompanhamento ao cliente", afirmou