Entenda prisão de Deolane Bezerra em operação contra o PCC
Entre os investigados na operação que prendeu Deolane está Marco Herbas Camacho, o ‘Marcola’, considerado o líder do PCC
Publicado: 21/05/2026 às 08:08
A influenciadora Deolane Bezerra. (Foto: Reprodução/Redes sociais)
A prisão da influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra, na manhã desta quinta-feira (21), faz parte de uma operação conjunta do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil, que mira um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Junto a Deolane, entre os investigados, está Marco Herbas Camacho, o ‘Marcola’, considerado o líder da facção, preso desde 1999.
A investigação, chamada de Operação Vérnix, começou em 2019 e passou a mirar a influenciadora após terem sido identificados depósitos suspeitos e movimentações financeiras incompatíveis em contas vinculadas a ela entre 2018 e 2021. Segundo os investigadores, foram mais de 50 depósitos, que totalizaram aproximadamente R$ 700 mil. As múltiplas transferências sinalizam uma tentativa de dificultar o rastreamento do dinheiro.
Um homem na Bahia foi identificado como "laranja", responsável pelo envio de parte dos valores. As autoridades suspeitam que contas de terceiros serviam como impedimento para identificar a origem dos recursos.
Os valores enviados para as contas relacionadas a Deolane não teriam sido declarados oficialmente, de acordo com a apuração. A Justiça ordenou o bloqueio de aproximadamente R$ 27 milhões deste dinheiro.
Entenda a operação
O esquema de lavagem de dinheiro investigado pela Polícia Civil estaria relacionado ao PCC, maior facção criminosa do país. Empresas de fachada e transportadoras fariam parte do conluio para movimentar recursos e ocultar patrimônio.
Uma transportadora no interior de São Paulo, em Presidente Venceslau, foi identificada como um meio do grupo para movimentar recursos da família de Marcola. Além de Deolane Bezerra e do líder do PCC, a operação investiga o irmão dele e dois sobrinhos, e o operador financeiro do grupo, Everton de Souza, conhecido como “Player”.
Até então, foram apreendidos 39 veículos de luxo e bens e valores bloqueados na operação ultrapassam R$ 357 milhões.
A apreensão de bilhetes em uma penitenciária no interior de São Paulo motivou o início das investigações em 2019, segundo o Ministério Público. Esse material trouxe detalhes sobre a facção e o esquema criminoso. Com informações da coluna Mirelle Pinheiro, do portal Metrópoles.