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RESSOCIALIZAÇÃO

CNJ aposta no Projeto Horizontes Culturais para promover inclusão em presídios de todo o país

Iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) promoverá atividades culturais e artísticas adaptadas para o sistema prisional, com remição de pena para os participantes

Diario de Pernambuco

Publicado: 22/04/2026 às 18:27

Oficina de Poesia na Penitenciaria Talavera Bruce, no Rio de Janeiro. /Rafael Brito

Oficina de Poesia na Penitenciaria Talavera Bruce, no Rio de Janeiro. (Rafael Brito)

Já estão em curso as atividades do projeto Horizontes Culturais, iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da Secretaria Nacional de Políticas Penais do Ministério da Justiça e Segurança Pública que visa promover atividades culturais e artísticas em presídios de todo o país. As ações incluem linguagens como grafite, música, literatura e artes plásticas, com remição de pena para os participantes.

Dados do Censo Nacional de Práticas de Leitura no Sistema Prisional de 2023 do CNJ apontam que apenas 40,7% das unidades prisionais oferecem atividades de leitura e outras formas de expressão artística. O projeto é realizado com a parceria de diversas instituições, artistas e sociedade civil, sendo executado no contexto do plano Pena Justa, que promete reformar o sistema penal até 2027, com foco na redução da superlotação, melhoria da infraestrutura, valorização dos servidores e promoção da ressocialização.

O lançamento nacional da iniciativa foi realizado durante a Semana de Cultura no Sistema Prisional, entre os dias 7 e 10 de abril, no Rio de Janeiro. “A arte abre caminhos onde trajetórias foram interrompidas. Ela reorganiza percursos e amplia horizontes, devolvendo possibilidades concretas de futuro. E isso está longe de ser trivial para quem atravessa, ao longo da vida, contextos persistentes de vulnerabilidade social”, afirma o desembargador Luis Geraldo Sant’Ana Lanfredi, juiz coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF/CNJ).

De acordo com Alex Giostri, editor e colaborador das atividades de ressocialização do CNJ, as atividades culturais incentivam a criação, a formação profissional, o fortalecimento de vínculos, bem como o acesso a acesso a obras culturais e novas oportunidades. “Possibilitar acesso à arte como um todo, ampliando os acessos das pessoas privadas de liberdade, é dar a cada uma delas uma nova nova maneira de se ver e também à vida”, destaca Giostri.

 

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