CEO e ex-sócio do Grupo Fictor são alvos da PF em operação contra fraude de até R$ 500 milhões
Rafael Góis e Luiz Rubini, CEO e ex-sócio do Grupo Fictor, respectivamente, são alvos da Operação Fallax, deflagrada pela Polícia Federal, na manhã desta quarta-feira (25), em três estados
Publicado: 25/03/2026 às 08:58
Rafael Góis e Luiz Rubini, CEO e ex-sócio do Grupo Fictor, respectivamente (Reprodução)
O sócio-fundador e CEO do Grupo Fictor, Rafael Góis, é um dos alvos da Operação Fallax, deflagrada pela Polícia Federal, na manhã desta quarta-feira (25), em três estados. As informações são do g1.
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Rafael Góis na cidade de São Paulo. Luiz Rubini, ex-sócio do Grupo Fictor, também é alvo de mandado na capital paulista.
Até as 08h20, ao menos 13 pessoas já tinham sido presas pela PF. Além do grupo Fictor, o Comando Vermelho também é alvo da operação.
A Operação Fallax visa desarticular organização criminosa especializada em fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, além da prática de estelionato e de lavagem de dinheiro. As fraudes investigadas podem alcançar valores superiores a R$ 500 milhões.
A investigação teve início em 2024, quando foram identificados indícios de um esquema estruturado voltado à obtenção de vantagens ilícitas. O grupo criminoso atuava por meio da cooptação de funcionários de instituições financeiras e da utilização de empresas, inclusive vinculadas a grupo econômico específico, para a movimentação de valores e para a ocultação de recursos ilícitos.
Estão sendo cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo, em cidades dos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e da Bahia.
Também foi determinado o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, de veículos e de ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa. Foram autorizadas, ainda, medidas cautelares para o rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas.
De acordo com as investigações, a organização utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para dissimular a origem dos recursos ilícitos. Funcionários de instituições financeiras inseriam dados falsos nos sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas. Posteriormente, os valores eram convertidos em bens de luxo e em criptoativos, com o intuito de dificultar o rastreamento.
A operação contou com o apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, de estelionato qualificado, de lavagem de dinheiro, de gestão fraudulenta, de corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional, cujas penas, somadas, podem ultrapassar 50 anos de reclusão.