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Lula participa de eventos que vão lembrar tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023

A Presidência da República confirmou, nesta segunda (5), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará, na quinta-feira (8), a partir das 10h, da cerimônia relativa aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

Diario de Pernambuco

Publicado: 05/01/2026 às 15:22

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva/ Ricardo Stuckert / PR

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva ( Ricardo Stuckert / PR)

A Presidência da República confirmou, neta segunda (5), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará, na quinta-feira (8), a partir das 10h, da cerimônia relativa aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

Segundo o comunicado oficial, o evento, promovido no Salão Nobre do Palácio do Planalto, também prevê atividade na área externa, e contará com a participação de diversas autoridades e de representantes da sociedade civil.

“Realizada anualmente, a cerimônia tem por objetivo reforçar os valores da democracia, que sofreu abalo nessa data, em 2023’, afirmou a nota.

Perfis oficiais ligados ao PT nas redes sociais também promovem campanha para convocar a população para atos em 8 de janeiro.

No STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) informou que também vai promover um evento para relembrar os atos golpistas.

O STF afirmou que “milhares de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro - exigindo um golpe militar - invadiram e depredaram prédios dos poderes na capital da República”.

Para marcar a data, o STF anunciou o ato “Democracia Inabalada: 8 de janeiro – Um dia para não esquecer”.

A programação inclui a abertura de uma exposição, a exibição de um documentário, uma roda de conversa com jornalistas e uma mesa de debate.

No início da tarde de 8 de janeiro haverá a abertura da exposição “8 de janeiro: Mãos da Reconstrução”, a ser exibida no Espaço do Servidor, no STF.

Em seguida, será exibido o documentário “Democracia Inabalada: Mãos da Reconstrução” no Museu do próprio tribunal.

A programação segue com uma roda de conversa com profissionais da imprensa sobre o tema, também no Museu do STF, e finaliza com a mesa-redonda “Um dia para não esquecer”, no salão nobre do Supremo.

Golpe de Estado

Ao lembrar os dois anos do 8 de janeiro, neste ano, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, afirmou que os atos golpistas foram a “face visível” de um movimento “subterrâneo” que articulava um golpe de Estado.

“Relembrar esta data, com a gravidade que o episódio merece, constitui, também, um esforço para virarmos a página, mas sem arrancá-la da história”, frisou Fachin durante cerimônia que lembrou os dois anos do 8 de janeiro.

Relembre

Logo após o resultado da eleição ser divulgada em 30 de outubro de 2022, teve início um movimento pedindo um golpe militar para impedir que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva assumisse o cargo.

Houve fechamento de rodovias e acampamentos golpistas foram montados em frente aos quartéis em várias cidades do país.

Marcaram também a escalada de atos golpistas a implantação de uma bomba próxima ao Aeroporto Internacional de Brasília, na véspera do Natal, e a invasão de uma delegacia da Polícia Federal (PF) após a queima de ônibus no dia da diplomação de Lula, também em Brasília.

Após investigações sobre esses atos, o STF condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados próximos por tentativa de golpe de Estado e outros delitos, responsabilizando o ex-presidente por uma conspiração contra o resultado eleitoral com objetivo de permanecer no poder após a derrota em 2022.

Segundo a condenação, Bolsonaro tentou convencer os comandantes militares a aderir a um golpe de Estado para anular as eleições.

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