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Fitti volta ao Recife com show ‘Transespecial’ em nova roupagem e releituras de Ney Matogrosso

Cantor pernambucano retorna ao Teatro do Parque com apresentação nesta sexta (24), às 19h30

Por André Guerra

Cantor traz proposta mais intimista e menos eletrônica para show no Recife

A constante mudança pessoal e estilística rege o trabalho de Fitti, cantor pernambucano que vem despontando sobretudo nos últimos dois anos na cena nacional e que traz nesta sexta (24), às 19h30, ao Teatro do Parque, o show do disco “Transespacial”. Com um repertório especial selecionado para a apresentação, o artista também antecipa para seus conterrâneos suas interpretações do projeto “Fitty Canta Ney”, álbum previsto para ser lançado ainda este ano. Os ingressos custam a partir de R$ 30 (meia) e estão disponíveis no Sympla.

“Esse álbum está em eterna transmutação, como todos nós. O significado de uma música às vezes começa a visitar o significado de outra. E quando a gente começa a incorporar essas mudanças para dentro do show, pode ser artisticamente muito gratificante também, para mim e para o público”, afirma o cantor em entrevista ao Diario. “Esse show vai buscar uma atmosfera totalmente diferente do show que fiz em 2024. Aqui eu proponho uma aproximação muito mais humana, sem a influência eletrônica. Acho que é justamente aquilo que as pessoas estão procurando nesse mundo tão digital que a gente vive”, diferencia ele.

Produzido por Zé Nigro, o disco que dá título ao show discute de variadas formas a relação do indivíduo com o meio que o cerca. Através de ritmos nordestinos mesclados com atmosferas específicas evocadas para reforçar a força temática de cada canção, como “Feliz e Triste”, “Ser Artista” e “Chamego”. Fitti celebra, com este projeto, a própria indefinição de sua criação, defendendo que a coisa mais possibilitadora para um artista musical é justamente não saber.

Seu trabalho passeia por gêneros e sonoridades que têm conquistado diferentes faixas etárias e distintos estados do país, para a surpresa dele mesmo. “Quando alguém me pergunta: ‘você toca o quê?’, eu sempre fico sem resposta, porque sinto que ‘Transespacial’ é, nesse sentido, inclassificável. E acho isso muito gostoso”, comenta.

“Fiquei feliz demais ao perceber como as pessoas em São Paulo, por exemplo, me ouvem e gostam do meu trabalho. Às vezes, no meio de uma apresentação, consigo perceber desde um público claramente bem mais velho e também pessoas mais jovens do que eu assistindo. Isso me motiva ainda mais”, celebra Fitti.