Após incêndios, UFPE divulga adoção de medidas preventivas e corretivas em prédios da instituição
Segundo a UFPE, estão sendo realizados avaliações das condições de segurança e saúde nos ambientes de trabalho, além do acompanhado dos registros dos três incêndio que aconteceram em um intervalo de oito dias
Após registrar três incêndios em um intervalo de oito dias, com o mais grave atingindo o antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (DINE), que abrigava pesquisas desenvolvidas há 20 anos, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) divulgou, nesta quinta-feira (15), a adoção de medidas preventivas e corretivas em prédios da instituição.
De acordo com a UFPE, estão sendo feitos levantamentos e avaliações das condições de segurança e saúde nos ambientes de trabalho, incluindo fatores relacionados ao risco de incêndio.
A universidade informou ainda que a Gerência de Segurança e Saúde do Trabalho (GSEST) da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progepe) está acompanhando os registros de incêndio, em conjunto com os setores competentes, além de realizar avaliações dos riscos, propondo medidas preventivas e corretivas.
Com relação aos extintores nos prédios, a UFPE informou que possui contrato vigente para manutenção, com serviços em execução desde maio de 2026.
Já demandas que dependem de infraestrutura, instalações, adequação de projetos ou serviços especializados são encaminhadas aos setores competentes, conforme suas respectivas atribuições.
Próximas ações da UFPE
A universidade também destacou que a Gerência de Segurança está elaborando orientações e treinamento específico para ambientes que apresentem riscos particulares, especialmente laboratórios e locais que utilizem fontes de calor, gases, produtos inflamáveis ou outros materiais com potencial de contribuir para a ocorrência ou propagação de incêndios.
Além disso, a UFPE prometeu divulgar em breve uma cartilha de prevenção e emergência, em que constará orientações gerais para prevenção de incêndios e procedimentos a serem adotados em emergências.
A instituição também está avaliando a retomada da estruturação das brigadas de incêndio, em articulação com as áreas competentes. De acordo com a UFPE, a efetividade dessa iniciativa dependerá da adesão dos servidores, do apoio das chefias e da disponibilidade para participação nas atividades de formação e atuação.
Universidade destaca pontos que podem contribuir na prevenção
De acorco com a UFPE, a prevenção de incêndios depende de condições adequadas dos ambientes e da participação de toda a comunidade universitária. Entre as orientações dadas estão:
- Divulguem as orientações e ações promovidas pela Universidade e incentivem a participação nos treinamentos e capacitações;
- Orientem a comunidade a comunicar às chefias, à GSEST ou aos setores competentes qualquer condição que possa comprometer a segurança;
- Mantenham os equipamentos de combate a incêndio desobstruídos e de fácil acesso;
- Apoiem as ações institucionais e facilitem a atuação das equipes responsáveis por avaliações, inspeções e demais providências relacionadas à segurança dos ambientes de trabalho.
Ainda é destacado pela instituição, que a comunidade acadêmica reduza os riscos mantendo materiais combustíveis afastados de fontes de calor e utilizando adequadamente equipamentos elétricos, gases e produtos inflamáveis.
"Ao identificar fumaça, chamas, cheiro intenso de queimado ou outra situação que possa indicar um incêndio, deve-se alertar as pessoas próximas, desde que seja possível fazê-lo sem exposição a riscos. Importante também se afastar da área de risco e utilizar uma saída segura, evitando locais com fumaça ou fogo e elevadores. Também não se deve retornar ao local para buscar objetos pessoais".
Incêndios
O incêndio mais recente aconteceu noite da quarta-feira (7). As chamas atingiram um prédio multiuso que abrigava laboratórios e estruturas destinadas à pesquisa científica.
O fogo provocou grandes danos à estrutura e destruiu equipamentos e materiais utilizados em pesquisas da universidade. Entre as áreas afetadas estão trabalhos relacionados à saúde, fármacos, genética e informática.
Não houve registro de vítimas, mas o prejuízo estimado é de cerca de R$ 100 milhões, com a perda de 20 anos de estudos científicos e cerca de 200 dissertações.
Uma semana antes, um laboratório de pesquisa do Departamento de Física, localizado no Centro de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN) ser atingido por chamas.
Na ocasião, o fogo começou por volta das 13h30, durante a manipulação de um produto químico em um forno mufla, equipamento utilizado para o aquecimento de substâncias em altas temperaturas. A suspeita inicial era de que as chamas tivessem começado de forma acidental.
Pessoas que trabalhavam no laboratório tentaram controlar o fogo com extintores, mas não conseguiram. O Corpo de Bombeiros foi acionado e enviou duas viaturas ao local para combater as chamas e realizar o isolamento da área. Não houve feridos no episódio.
Além disso, no domingo (4) o Laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências também foi atingido por um incêndio. O caso não deixou vítimas