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Operação que apura envolvimento de delegada com o PCC cumpre mandado de prisão em prédio de luxo no Recife

A operação, que cumpre 14 mandados em três estados e no Distrito Federal, apura possível ligação de uma delegada do Pará, suspeita de receber dinheiro para fornecer informações sigilosas, com líder do PCC em Ipojuca, no Grande Recife, preso em janeiro de 2025

Por Bartô Leonel

Além da capital pernambucana, a Operação Sinalagma cumpre outros dois mandados de prisão e 11 de busca e apreensão nas cidades de Belém (PA), Brasília (DF) e São Paulo (SP).

Uma operação que apura possível envolvimento de uma delegada de polícia do estado do Pará com o Primeiro Comando da Capital (PCC) cumpriu, nesta quinta-feira (15), um mandado de prisão em um prédio de luxo localizado no Cais José Estelita, no bairro de São José, na área central do Recife.

Além da capital pernambucana, a Operação Sinalagma cumpre outros dois mandados de prisão e 11 de busca e apreensão nas cidades de Belém (PA), Brasília (DF) e São Paulo (SP).

Segundo o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), que acompanhou o andamento da operação nesta quinta (15), a delegada Maria Virgínia Grimwood Pinto é suspeita de receber vantagens financeiras indevidas para fornecer informações sigilosas e oferecer proteção institucional a integrantes do PCC.

Além disso, a operação aponta possível ligação da delegada com Renato Henrique do Carmo, conhecido como “Gordão”, apontado como uma das lideranças do PCC na região de Muro Alto, em Ipojuca, no Grande Recife, que foi preso em janeiro do ano passado em operação deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE).

A delegada foi presa em Brasília (DF), no Setor Hoteleiro Norte. Além disso, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em sua residência e em seu gabinete, localizado na Divisão de Polícia Administrativa (DPA), na sede da Delegacia-Geral da Polícia Civil do Pará.

Ainda conforme o MPPA, as investigações também identificaram indícios de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, com suspeitas de utilização de documentos falsos, empresas e contas bancárias de terceiros para movimentar recursos e dissimular sua origem.

Durante a apuração, foram analisados dados telemáticos, informações de inteligência e Relatórios de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Conforme aponta o MPPA, os fatos atribuídos à delegada podem configurar, em tese, crimes relacionados à corrupção, à violação de sigilo funcional e à colaboração com organização criminosa, entre outras possíveis infrações que dependem da apuração dos órgãos competentes.

Segundo a Polícia Civil de Pernambuco, que iniciou as investigações em janeiro do ano passado, além dos mandados de prisão e busca e apreensão, foram cumpridas ordens judiciais de sequestro de bens e bloqueio de ativos financeiros, expedidos pelo Juízo da Vara Criminal da Comarca de Ipojuca-PE.

Toda a operação contou com o apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), além de órgãos de segurança do estado de Pernambuco, Pará e São Paulo.