Sintepe exige prorrogação de contratos temporários de professores da Rede Estadual
No dia 1º de setembro, o Governo de Pernambuco desligou cerca de 1.500 profissionais da educação
Duas semanas depois do encerramento dos contratos temporários de professores da Rede Estadual de Educação, o imbróglio entre o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) e a Governo de Pernambuco continua. Nesta segunda-feira (14), o sindicato emitiu um comunicado exigindo que os contratos encerrados no dia 1º de setembro sejam prorrogados.
Em nota publicada em seu perfil oficial, o Sintepe afirma que o número de profissionais afastados chega a aproximadamente 1.500 e demonstrou preocupação com a situação e afirmou que a decisão do Governo Estadual. "Representa um grave prejuízo para a educação pública, para os estudantes e para toda a comunidade escolar”. O grupo também apontou que a baixa no número de profissionais pode afetar diretamente o desempenho dos alunos que farão o Enem 2026, marcado para o mês de novembro.
Junto à exigência, o Sindicato entrou com uma representação no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e no Tribunal de Contas do Estado (TCE) para que uma negociação seja feita.
O que diz a SEE
A reportagem entrou em contato com a Secretaria Estadual de Educação (SEE), o órgão ainda não se posicionou até a publicação desta matéria.
Relembre o caso
No dia 1º de setembro, professores da Rede Estadual de Educação de Pernambuco tiveram seus contratos encerrados. Segundo relatos dos profissionais, os desligamentos aconteceram sem qualquer aviso prévio, pegando os educadores de surpresa.
Ainda no início do mês, a categoria organizou protestos e cobrou do Governo de Pernambuco a prorrogação do tempo de vigência dos acordos. Na ocasião, a SEE informa que a finalização dos contratos temporários de professores ocorre em cumprimento ao prazo limite de seis anos estabelecido pela legislação estadual que regulamenta a contratação temporária (Lei nº 11.547/2011).