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Criminosos são alvos de operação por suspeita de peculato, corrupção e lavagem de dinheiro em Araçoiaba

Polícia Civil cumpre nove mandados de busca e apreensão e bloqueia ativos financeiros durante ação deflagrada nesta quinta-feira (3)

Por Cadu Silva

A ação cumpre nove mandados de busca e apreensão domiciliar

Criminosos suspeitos de peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro foram alvo da Operação Anamnese, deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco na manhã desta quinta-feira (3), em Araçoiaba, na Região Metropolitana do Recife. A ação cumpre nove mandados de busca e apreensão domiciliar e ordens judiciais para bloqueio de ativos financeiros. Também estão sendo cumpridos mandados em Recife, Amaraji e Catende.

De acordo com a corporação, a investigação começou em dezembro de 2025 e tem como objetivo identificar e desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento em crimes contra a administração pública e lavagem de capitais.

As apurações tiveram início a partir de um Termo de Cooperação firmado entre o Município de Araçoiaba e o Instituto Reviver Brasil (IRB), uma Organização da Sociedade Civil contratada para prestar serviços complementares de saúde.

Relatórios de auditoria e notas técnicas elaborados pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) apontaram possíveis irregularidades ocorridas entre 2020 e 2024. Segundo os documentos, o instituto teria recebido recursos públicos sem comprovar a execução dos serviços correspondentes.

 

Além das suspeitas de peculato e corrupção passiva, a investigação identificou movimentações financeiras consideradas atípicas, com indícios de lavagem de dinheiro envolvendo quase todos os investigados. A Polícia Civil também apura se parte dos recursos e da estrutura do IRB teria sido utilizada para promover agentes públicos.

Ainda segundo a corporação, alguns dos investigados já haviam sido alvos de outra operação, realizada recentemente, que apurou crimes semelhantes no município de Condado, na Zona da Mata Norte de Pernambuco.

A operação é a 69ª de repressão qualificada realizada pela Polícia Civil de Pernambuco em 2026. A ação é presidida pelos delegados Vanessa Bastos e Paulo Vitor Rodrigues, titular e adjunto da 2ª Delegacia de Combate à Corrupção (2ª DECCOR), unidade vinculada ao Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), da Diretoria Integrada Especializada (DIRESP).

As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da Vara Única da Comarca de Igarassu.