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UFPE abre inscrições para o Curso para Formação Profissional da Patrulha Maria da Penha

A formação com carga horária de 60 horas será realizada presencialmente no Laboratório de Governança, Risco e Conformidade da UFPE

Por Diario de Pernambuco

Campus da UFPE

Estão inscrições abertas as inscrições para o Curso para Formação Profissional da Patrulha Maria da Penha: Capacitação Estratégica e Operacional Integrada ao  Sistema Único de Segurança Pública (SUSP). A formação com carga horária de 60 horas será realizada presencialmente no Laboratório de Governança, Risco e Conformidade (LABGRC) da Universidade Federal de Pernambuco, que fica no Centro de Ciências Sociais e Administrativas (CCSA).

O curso é realizado com o objetivo de fortalecer a atuação de profissionais que trabalham no enfrentamento à violência de gênero contra as mulheres. Desenvolvido com o suporte analítico e científico da UFPE, ele busca “desenvolver competências para a criação de protocolos integrados, acompanhamento ostensivo de medidas protetivas e atuação humanizada, fortalecendo a capacidade operacional e a articulação dos municípios com o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP)”.

“A violência contra a mulher continua sendo um dos maiores desafios da segurança pública em Pernambuco, estado que ocupa a 5ª posição nacional em números absolutos de feminicídio. Esse cenário crítico foi respaldado pelo Índice de Comprometimento Municipal de Proteção à Mulher (ICM-Proteção à Mulher), lançado pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), que revelou um dado alarmante: 90% dos municípios pernambucanos estão em situação crítica ou insuficiente no aperfeiçoamento e execução de políticas públicas de proteção à mulher”, detalham os pesquisadores do LABGRC-UFPE, que contribuiu na construção da modelagem matemática do índice do TCE-PE.

“O levantamento do Tribunal aponta que, embora a quase totalidade das cidades possua unidades de gestão dedicadas ao tema, apenas 4% contam com protocolos de atendimento em rede para as vítimas e somente 2% formalizaram um Plano Municipal de Proteção. Diante desse diagnóstico que evidencia que o avanço da pauta depende de capacitação, visão estratégica e interesse dos gestores, a resposta precisa vir acompanhada de formação qualificada e articulação institucional”, pontua o material divulgado pela UFPE.

Os pesquisadores ressaltam que “a proposta dialoga diretamente com uma visão moderna de gestão e segurança pública: para superar a reprovação dos indicadores e proteger vidas, não basta ter secretarias ou leis no papel; é indispensável desenvolver pessoas, construir protocolos de rede e transformar conhecimento em capacidade operacional. Nesse sentido, a Patrulha Maria da Penha atua como o elo central entre segurança pública, direitos humanos e proteção social.