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Ex-diretor de presídio é levado para unidade de Itaquitinga após decisão do TJPE

Emanuel Roberto França de Lima teve a prisão temporária oficializada pela Justiça nesta quarta-feira (26), após ser preso durante a Operação Controle Paralelo

Por Cadu Silva

Presídio de Itaquitinga, na Zona da Mata

O ex-diretor do Presídio de Vitória de Santo Antão, Emanuel Roberto França de Lima, foi encaminhado ao Presídio de Itaquitinga II, localizado no Sitio Engenho Itapirema do Meio, no município de Itaquitinga, após a Justiça de Pernambuco oficializar a prisão temporária dele. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (26), após audiência de custódia realizada por videoconferência pela Central Especializada das Garantias de Nazaré da Mata, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).

A prisão de Emanuel ocorreu na terça-feira (25), durante a Operação Controle Paralelo, deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco para investigar suspeitas de corrupção, extorsão de detentos e lavagem de dinheiro no presídio de Vitória.

Na decisão, o juiz Hildeberto Junior da Rocha Silvestre considerou legal o cumprimento do mandado de prisão expedido pela 1ª Vara Criminal de Vitória de Santo Antão. Segundo o documento, Emanuel afirmou durante a audiência que tinha conhecimento da ordem judicial, comunicou a família e não sofreu violência física ou psicológica durante a prisão.

O Ministério Público se manifestou pela manutenção da prisão. A defesa, por sua vez, apontou um possível erro material no mandado, que indicava cinco dias de prisão temporária, enquanto a decisão que decretou a medida estabelecia prazo de 30 dias. A questão deverá ser comunicada ao juízo responsável pelo processo.

Ao aprovar a prisão, o magistrado determinou expressamente o recolhimento de Emanuel ao Presídio de Itaquitinga II.

Investigação

A investigação que resultou na operação começou em 2022, a partir de denúncias de extorsões praticadas dentro do Presídio de Vitória de Santo Antão. Inicialmente, a apuração tinha como foco a atuação do chamado “chaveiro”, que, segundo a Polícia Civil, exerceria controle informal sobre os detentos.

Com o avanço das diligências, os investigadores passaram a apurar a possível participação de agentes públicos e a movimentação de recursos que poderiam ter origem nas práticas investigadas.

Emanuel deixou a direção do presídio em 2023 e posteriormente passou a ser lotado no Presídio de Palmares. Segundo a Polícia Civil, ele não exercia mais função de confiança.

Ao todo, a Justiça expediu seis mandados de prisão temporária durante a operação. Quatro foram cumpridos, incluindo o do ex-diretor. Também foram realizadas 14 buscas e apreensões.

A Justiça ainda determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 3,5 milhões e o sequestro de quatro veículos relacionados aos investigados. As medidas têm como objetivo preservar patrimônio que possa estar ligado aos crimes investigados.

As investigações continuam para esclarecer a participação de cada suspeito e identificar a origem e o destino dos valores que teriam sido movimentados pelo grupo.