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Solidariedade e artesanato se encontram na Fenearte

Rua 21 da Feira reúne 19 ONGs que vendem diversos produtos. Ao comprar, o público ajuda instituições de variados eixos

Por Nicolle Gomes

Ao todo, 19 ONGs estão dispostas na Rua 21 da 26ª Fenearte

Na Fenearte, em Olinda, no Grande Recife, o artesanato é o centro das atenções. Pelas ruas do evento, o público tem acesso a diversas formas de arte, mas é na chamada “Rede Solidária” em que, há mais de 15 anos, acontece um encontro especial entre a arte e a solidariedade.

O espaço reúne 19 quiosques para Organizações Não Governamentais (ONGs) de diversas causas, todas elas isentas do valor do aluguel dos espaços. Nesta atual edição da Fenearte, as instituições estão dispostas na Rua 21. Lá, elas têm a oportunidade de arrecadar fundos e conseguir visibilidade.

“A gente entende que o artesanato está espalhado de diversas formas em diversos setores produtivos, mas também é meio de sustento para essas organizações sem fins lucrativos. Dedicamos um espaço todo aqui na feira para isso”, explica Camila Bandeira, diretora executiva da Fenearte.

Segundo Camila, as organizações se inscrevem um ano antes para participar da feira. Algumas participam há várias edições e retornam para contribuir com o evento. Ela destaca, ainda, que o espaço é muito engajado pelo público.

“Isso engaja e sensibiliza, porque aqui também é uma oportunidade de as pessoas virem conhecer o trabalho manual e artesanal, mas também a história de vida por trás de cada artesão ou instituição. As pessoas vêm aqui, conversam, conhecem, olham olho no olho, entendem e passam a valorizar ainda mais essas peças”, acrescenta Bandeira.

O Diario de Pernambuco percorreu a Rua 21 da 26ª Fenearte e conversou com algumas organizações participantes da edição. Lá, o público pode acessar um pouco de tudo: arte, roupas, utensílios e acessórios, para todos os gostos e orçamentos.

Uma delas é a Aliança de Mães e Famílias Raras (AMAR), de Ipojuca, no Grande Recife. A participação na feira acontece em parceria com uma loja de acessórios, que destina parte dos lucros à organização. A ONG está presente na Fenearte há quatro anos, conta a vendedora Natália Regina, de 36 anos.

“[A feira] É uma forma de dar visibilidade ao trabalho da ONG, que atua dando suporte às crianças com doenças raras e também assistência aos pais, principalmente às mães presentes no cotidiano das crianças. É uma vitrine para nós”, comenta.

Outra instituição participante da Fenearte é a ONG Maria Joana, de Paulista, também na Região Metropolitana da capital pernambucana. Este é o segundo ano na feira.

No quiosque, os produtos comercializados são de crochê, produzidos por mulheres em vulnerabilidade atendidas pela ONG.

“Para a gente é muito gratificante. É muito bom, tanto para demonstrar como é o trabalho que a gente faz na instituição, como também o trabalho das artesãs que estão conosco. A Fenearte abre esse espaço para as ONGs e para nós. É uma bênção falar da instituição”, explica Ana Paula, voluntária da Maria Joana.

Ela destaca que o espaço é abraçado pelo público. “As pessoas com certeza vêm. O pessoal dá as voltas, mas, como sabem que essa rua sempre fica para as instituições, aí elas sempre chegam por aqui para conhecer também o nosso trabalho”, adiciona.

O sucesso de engajamento com as organizações é tanto que a intenção é de ampliação deste espaço, comenta a diretora da Fenearte. “Veio para ficar e para ser ampliado”, finaliza.

As ONGs seguem à disposição do público até o dia 19 de julho, quando se encerra a 26ª edição da Fenearte.