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'Gangue do Rolex' vendia relógios roubados no Recife por R$ 20 mil, diz investigação

A informação consta em denúncia, oferecida pelo Ministério Público e obtida pelo Diario de Pernambuco, contra Anderson Silvestre da Silva, o Andinho, um dos suspeitos de integrar a gangue

Por Diario de Pernambuco

Câmeras registram roubo de Rolex em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife

A 'Gangue do Rolex', quadrilha que roubava objetos de luxo no Recife, revendia relógios por R$ 20 mil, em média, segundo investigação. O grupo foi alvo da Operação Pulso Firme, deflagrada pela Polícia Civil nesta semana. Ao todo, três suspeitos estão presos.

A informação consta em denúncia, oferecida pelo Ministério Público (MPPE) e obtida pelo Diario de Pernambuco, contra Anderson Silvestre da Silva, o Andinho, de 31 anos, um dos suspeitos de integrar a 'Gangue do Rolex'.

Andinho é acusado na Justiça de participar de um assalto, na noite de 17 de janeiro, na Avenida Domingos Ferreira, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Na ocasião, a vítima teve o relógio de luxo, da marca Rolex, roubado por dois motociclistas.

Ele foi detido dois dias depois, ao ser flagrado dirigindo uma das motos envolvidas no crime, que tinha queixa de furto e estava com a placa clonada. A prisão foi realizada por agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (DPRF).

Mudança para o Recife

Segundo o MPPE, Andinho teria confessado o roubo e apontado um sujeito, conhecido como “Rubinho RB”, como seu comparsa. Segundo declarou, ele seria responsável por atuar como “olheiro”, vigiando a chegada da polícia, enquanto o outro assaltante abordava a vítima.

De acordo com a investigação, o suspeito morava em São Paulo e se mudou para o Recife, no início de janeiro, a convite de um conhecido. Para a Polícia, a mudança aconteceu com o “intuito de roubar relógio de luxo” em “uma cidade menos vigiada” e passou a integrar uma quadrilha especializada nesse tipo de crime.

O roubo em Boa Viagem teria sido o primeiro cometido pelo suspeito na capital pernambucana. Antes, ele teria passado por Curitiba (PR) e Fortaleza (CE) para praticar assaltos. Essas informações teriam sido repassadas à Polícia Civil durante interrogatório informal.

Sem antecedentes criminais formalizados, Andinho chegou a alegar que sofreu violência policial durante interrogatório – tese que é refutada pela promotoria. O Diario não conseguiu localizar a defesa do suspeito. O espaço segue aberto para manifestação.

Ação policial

A Operação Pulso Firme firma foi deflagrada na terça-feira (7) e também teve como alvos Alex de Souza França, de 32 anos, e Robson da Silva Rosa.

Segundo a Polícia Civil, o grupo é investigado por uma série de roubos de relógios de luxo em bairros nobres do Recife e também é apontado como responsável por uma tentativa de latrocínio registrada na Avenida 17 de Agosto, no bairro de Casa Forte, na Zona Norte.

As investigações apontaram que o grupo atuava de forma organizada. O líder percorria bairros de maior poder aquisitivo observando veículos de luxo até identificar pessoas que utilizavam relógios de alto valor. Depois de escolher a vítima, acionava outro integrante, responsável pela abordagem armada.

"Eles tinham um modo de atuação profissionalizado. O líder exercia a coordenação, escolhia as vítimas em tempo real e acionava um segundo integrante para realizar a abordagem armada", disse o delegado João Paulo de Andrade, titular da DPRF.

Durante a investigação, a Polícia Civil identificou imóveis utilizados pela quadrilha em Jaboatão dos Guararapes e no bairro de Caixa d'Água, em Olinda, ambos no Grande Recife.

Um dos imóveis funcionava como base de apoio para guardar motocicletas roubadas, armas e servir de ponto de encontro para o planejamento dos assaltos. Além das prisões, a operação resultou na apreensão de duas armas de fogo, capacetes e roupas utilizadas durante os crimes.