UTI Neurológica do Hospital da Restauração funciona com apenas 1/3 dos leitos, diz Cremepe
Fiscalização Cremepe, realizada na última quinta-feira (04), constatou que a UTI Neurológica do HR estava funcionando com apenas 10 leitos; o setor teria estrutura física preparada para atender até 30 pacientes simultaneamente
Uma fiscalização do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) identificou que a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neurológica do Hospital da Restauração (HR), localizado no bairro do Derby, área central do Recife, está funcionando com apenas 1/3 de sua capacidade.
Durante a fiscalização, feita na última quinta-feira (04), o Cremepe constatou que a UTI Neurológica estava funcionando com apenas 10 leitos. Ainda segundo o conselho, o setor possui estrutura física preparada para atender até 30 pacientes simultaneamente.
Conforme o Cremepe, a gestão do HR informou durante a fiscalização que os 20 leitos restantes ainda não foram ativados devido à necessidade de complementação das equipes assistenciais e da escala médica.
Além disso, segundo o Cremepe, o HR também informou que a ampliação da operação depende da composição adequada dos profissionais necessários para garantir a segurança e a qualidade da assistência prestada aos pacientes.
A constatação do funcionamento reduzido dos leitos da UTI Neurológica acontece quase três meses após o setor ser reformado e receber nove novos leitos, entregues pelo Governo do Estado.
"O Cremepe reforça que o Hospital da Restauração é uma unidade de alta complexidade, de fundamental importância para a rede de assistência aos usuários do SUS, sendo os leitos de terapia intensiva indispensáveis para a segurança e a adequada prestação do cuidado", ressaltou o conselheiro do Cremepe, Sérgio Palma.
Ainda de acordo com o conselho, todas as informações coletadas durante a fiscalização foram formalmente encaminhadas à Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) para conhecimento e providências cabíveis, mas que, até o momento, segundo o Cremepe, a pasta não se manifestou oficialmente sobre os apontamentos apresentados.
A reportagem do Diario de Pernambuco procurou o HR para se posicionar sobre a situação constatada na fiscalização, mas também não obteve retorno até a publicação desta matéria.