Estagiárias são desligadas após receitarem prática sexual a paciente em Alagoinha, no Agreste
Secretaria de Saúde concluiu investigação interna e afirmou que técnica de enfermagem citada no carimbo não teve participação no caso
Duas estagiárias do curso técnico de enfermagem foram desligadas após redigirem uma falsa receita médica com prescrição de três horas de relações sexuais. O documento viralizou nas redes sociais nos últimos dias; o caso aconteceu em Alagoinha, no Agreste de Pernambuco.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o material foi produzido durante uma “brincadeira” dentro de uma unidade de saúde do município e não possui validade técnica ou administrativa.
A imagem compartilhada nas redes sociais simulava um receituário médico emitido por uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do município e continha conteúdo sexual escrito como se fosse orientação médica a um paciente. O documento ainda apresentava o carimbo de uma técnica de enfermagem da rede municipal.
Em nota oficial divulgada após a conclusão de uma sindicância administrativa, a Secretaria de Saúde afirmou que “o documento foi confeccionado por duas estagiárias do curso técnico de enfermagem que realizavam estágio curricular na Unidade Mista Maria Eliziária Paes, sem o conhecimento ou autorização da técnica de enfermagem cujo carimbo constava no documento e de sua preceptora”.
“Conforme relataram as próprias estudantes, a conduta ocorreu em contexto de ‘brincadeira’, mediante utilização indevida de folha de receituário da unidade e do carimbo da profissional. Posteriormente, o conteúdo foi divulgado em rede social por uma das estagiárias”, informou a pasta.
Ainda segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o documento “não possui validade técnica ou administrativa”, porque continha “apenas o carimbo de uma técnica de enfermagem da rede municipal, sem a respectiva assinatura da profissional”.
O caso começou a repercutir nas redes sociais no início de maio. No dia 6, a prefeitura já havia divulgado uma primeira nota pública afirmando que o receituário não havia sido produzido pela profissional identificada no carimbo e que existiam indícios de uso indevido da identificação funcional por terceiros.
Após a repercussão do caso, a pasta instaurou uma sindicância administrativa e afastou cautelarmente a técnica de enfermagem até a conclusão das investigações. Com o encerramento da apuração, a gestão municipal informou que “não foram identificados elementos que indicassem participação, anuência ou responsabilidade da técnica de enfermagem”, motivo pelo qual a profissional foi reintegrada às funções.
“Diante da confirmação dos fatos, as estagiárias foram imediatamente desligadas do campo de estágio”, destacou a nota da prefeitura.
A Secretaria Municipal de Saúde declarou ainda que adotou todas as medidas administrativas necessárias para apurar o caso e responsabilizar as envolvidas. Ao final da investigação, a gestão informou que considera o episódio “devidamente esclarecido”.