Nikolas apoia boicotes a comércios esquerdistas e aponta "crise espiritual"
Deputado afirmou que bolsonaristas não querem consumir de pessoas que "não condizem com seus princípios"
O deputado federal Nikolas Ferreira afirmou ser a favor dos boicotes promovidos por bolsonaristas à comércios esquerdistas, nas redes sociais. Para o parlamentar, não consumir destes locais é uma escolha de cada um, apesar de alertar para que as pessoas "não deixem de ser caridosas".
Segundo o deputado mineiro, os boicotes podem ser justificados por ataques e acusações aos eleitores do ex-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), feitos por apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva. Nikolas defende que cada um escolha de quem vai consumir, e afirma que bolsonaristas não querem fortalecer opositores.
"A gente está vendo empresários, artistas, influenciadores que xingaram, zombaram e acusaram 60 milhões de pessoas de serem extremistas, nazistas, genocidas, golpistas, só porque votaram no candidato de direita. Agora, eles estão indignados porque esses mesmos não querem mais consumir nos seus estabelecimentos. Ora, nós temos o direito de escolher para onde vai o nosso salário, que nada mais é do que o fruto do suado e sagrado trabalho de cada um", afirmou o aliado de Flávio Bolsonaro.
"Eles ficaram esse tempo todo dizendo: 'recua, fascista, recua', e nós recuamos. Agora, a gente não quer mais consumir ou fortalecer pessoas que não condizem com os nossos princípios", completou.
O parlamentar, no entanto, apontou para que as pessoas não deixem de ser caridosas com as outras por terem apoiado candidatos opositores. Para o deputado, essa não é uma "atitude cristã".
"Outra coisa é uma pessoa deixar de ser caridoso com alguém por conta de quem ela votou. É errado e não é uma atitude cristã. Afinal, todos nós não merecemos, e Cristo ainda assim estende a mão para nos ajudar", declarou.
Nikolas, no entanto, afirmou que seus rivais políticos pregam e pedem pela caridade, mas não a cumprem. De acordo com o deputado, existem pessoas que fazem atos de caridade apenas para mostrar virtude, o que, para ele, configura uma crise espiritual.
"Ao lado deles, aparecem também aqueles que sequer professam a fé cristã, que tantas vezes zombam de Cristo, ridicularizam a igreja, desprezam seus ensinamentos, mas agora recorrem à moral cristã para cobrar dos outros virtude que eles próprios rejeitam. Eu sei que você se pergunta: como tem gente que ainda não entende isso? Por dois motivos: primeiro, meu povo perece por falta de conhecimento. E a crise que vivemos é, na verdade, uma crise espiritual disfarçada de crise política", finalizou.
Confira matéria no Estado de Minas.