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Lula diz que seu governo herdou 6 mil obras paradas; Flávio promete 'rasgar' País com ferrovias

O debate ocorre em meio ao empate no Datafolha divulgado na quinta-feira, 22: Lula e Flávio têm 50% dos votos válidos cada

Por Estadão Conteúdo

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) se enfrentam no último debate antes do segundo turno das eleições gerais de 2026.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou nesta sexta-feira, 23, que dará continuidade às obras de infraestrutura porque vencerá a disputa presidencial. "As obras que estão sendo feitas, eu vou continuá-las porque eu vou ganhar as eleições", disse no primeiro bloco do debate da TV Globo, em embate com Flávio Bolsonaro (PL).

O petista reagiu à cobrança do adversário sobre obras paralisadas. Flávio citou um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) para afirmar que existem mais de 11,5 mil obras nessa situação e classificou o País como um "grande cemitério de obras".

Lula afirmou que seu governo herdou 6 mil obras paradas e anunciou um Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de R$ 1 7 trilhão, dos quais quase R$ 800 bilhões já teriam sido executados. Sustentou que nunca se investiu tanto em infraestrutura no País.

Flávio prometeu "rasgar esse Brasil de ferrovias", concluir a Transnordestina e ampliar as concessões de rodovias e portos. Também disse que novas concessões rodoviárias terão pedágio zero para motociclistas e prometeu levar internet a aldeias indígenas.

Na tréplica, Lula comparou o adversário a um aluno que decora o conteúdo, mas não aprende. Afirmou que obras citadas por Flávio já estão em andamento e atribuiu ao governo federal os recursos e o financiamento do BNDES para o túnel Santos-Guarujá.

O debate ocorre em meio ao empate no Datafolha divulgado na quinta-feira, 22: Lula e Flávio têm 50% dos votos válidos cada. A margem de erro é de dois pontos porcentuais.