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Exército do Lula chega a 10 milhões de seguidores e vira 2º maior canal do WhatsApp no Brasil

Canal criado em abril por André Janones (Rede-MG), o canal pró-Lula cresceu cerca de 6 milhões nos últimos onze dias

Por Nilton Vilanova

O Exército do Lula se tornou o segundo maior canal do WhatsApp no Brasil

O canal "Exército do Lula" atingiu nesta sexta-feira (23), às 17h50, a marca de 10 milhões de seguidores no WhatsApp. Administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), o espaço reúne apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e passou a ocupar a segunda posição entre os maiores canais da plataforma no país, atrás apenas do canal "Pack de Figurinhas".

Crescimento em ritmo de campanha

Em 12 de outubro, o canal tinha cerca de 4 milhões de inscritos. Em 17 de outubro, chegou a 5 milhões. Na noite de 20 de outubro, passou de 6 milhões, e no dia seguinte alcançou 7 milhões.

Na tarde desta sexta-feira (23), já contabilizava 9,8 milhões, quando o canal da Netflix, com 9,8 milhões, era o único à frente na lista, além do "Pack de Figurinhas", que soma 15,3 milhões.

O principal rival no WhatsApp, a "Tropa do Flávio", canal do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em apoio a Flávio Bolsonaro (PL), tem cerca de 2,1 milhões de seguidores.

Como funciona um canal do Whatsapp

O canal é um espaço de transmissão, no qual só o administrador publica e os seguidores recebem as mensagens. Janones usa o formato para divulgar mensagens, seja por textos, áudios e vídeos para enviar as "missões", em que orienta os seguidores a compartilhar publicações, comentar conteúdos e impulsionar hashtags nas redes sociais.

Além disso, o deputado pede também que cada inscrito leve outras pessoas ao canal. A meta de 10 milhões virou parte da própria estratégia.

Na terça-feira (20), Janones suspendeu novas postagens até que os seguidores atingissem 6 milhões. Depois, repetiu o gesto, "fechando" o canal até chegar aos 10 milhões. Antes, afirmou que, aos 5 milhões, Lula compraria um celular para interagir com os apoiadores. Ao comemorar, escreveu que os inscritos formam "o maior exército democrático do mundo".

Os percalços na Justiça Eleitoral

No domingo (11), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, mandou a Meta, dona do WhatsApp, suspender o canal em até três horas. A suspensão valeria até a homologação do resultado do segundo turno. A campanha de Lula chamou a decisão de censura e Janones negou a divulgação de notícias falsas.

Na mesma tarde, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, responsável por fiscalizar a conduta nas campanhas, derrubou a medida. Ele entendeu que faltavam elementos para suspender o canal e levou o tema ao plenário do TSE.

A campanha de Flávio Bolsonaro apresentou levantamento segundo o qual Janones teria apagado 499 conteúdos do canal. Em publicação, o deputado disse que as ações são "meticulosamente planejadas" e fazem parte da estratégia para reeleger Lula.

No dia 13 de outubro, Nunes Marques voltou a suspender o canal, sob o argumento de que haveria vínculo com a campanha oficial e, por isso, ele precisaria ser registrado no TSE. O registro foi realizado e a medida imediatamente revertida com o retorno do canal.

Nesta quinta-feira (22), a pedido da campanha de Flávio, Nunes Marques determinou à Meta uma varredura nas publicações do canal. Na sexta-feira (23), o ministro Floriano de Azevedo Marques, também do TSE, barrou qualquer nova suspensão sem decisão do plenário.

Segundo ele, decisões individuais sobre o tema, depois que o caso foi levado ao colegiado, têm "grave e incontornável vício de competência". A liminar prevê multa diária de R$ 50 mil à Meta em caso de descumprimento.

Confira a lista dos dez maiores canais do Whatsapp:

  • Pack de Figurinhas – 15,3 milhões;
  • Exército do Lula – 10 milhões
  • Netflix – 9,8 milhões;
  • g1 – 6,1 milhões;
  • UOL Flamengo – 4,2 milhões;
  • CazéTV – 4,9 milhões;
  • Anitta – 4,1 milhões;
  • TV Globo – 3,5 milhões;
  • UOL Corinthians – 3,4 milhões;
  • Canal do Flamengo  2,7 milhões