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Flávio bateu boca com Tebet para defender empresa que bancou festinha na lancha

Reportagem da Piauí relata encontro com empresários da Precisa Medicamentos em 2020. O hoje candidato ao Planalto saiu em defesa da empresa, em julho de 2021, na CPI do Senado

Por Estado de Minas

Flávio bateu boca com Tebet para defender empresa que bancou festinha na lancha

Segundo a revista Piauí, o senador e hoje candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, participou de uma festa em uma lancha no Lago Paranoá, em Brasília, com lobistas e prostitutas, em julho de 2020, durante a pandemia de Covid-19.

Ainda de acordo com a reportagem, os empresários que organizaram o encontro, com três garotas de programa de São Paulo, foram Danilo Berndt Trento e Francisco Maximiano, da Precisa Medicamentos. O texto diz que Flávio ganhou um Rolex ao fim da festa.

A intenção, detalhou a Piauí, era se aproximar do então governo Jair Bolsonaro e fechar um acordo para fornecer a vacina indiana Covaxin, cuja fabricante, a Bharat Biotech, os empresários diziam representar.

Em 14 de julho de 2021, esta coluna recorda, Flávio Bolsonaro defendeu justamente a Precisa Medicamentos durante a CPI da Covid, no Senado. Na ocasião, chegou a elogiar a diretora da empresa, Emanuela Medrades, que prestava depoimento.

Naquela ocasião, Flávio e Simone Tebet bateram boca, a ponto de a senadora ameaçar levar o caso ao Conselho de Ética.

A discussão começou depois que Simone questionou uma fala de Emanuela sobre a previsão de pagamento antecipado, em paraíso fiscal, pela vacina indiana Covaxin. A senadora afirmou que o acordo era ilegal “por ter sido assinado posteriormente à lei sancionada” pelo então presidente Jair Bolsonaro.

Simone disse, durante a sessão da CPI:

“Para mim, está comprovado que o contrato da Covaxin é fraudulento, superfaturado, de um esquema de propina dentro do Ministério da Saúde.”

Flávio, sentado atrás da senadora, reagiu imediatamente:

“Sem nenhum centavo de dinheiro público. Muito interessante.”

Simone retrucou, afirmando que não estava se dirigindo a ele e que o senador não tinha a palavra.

Mais à frente, eles voltariam a discutir, com Flávio novamente saindo em defesa da Precisa Medicamentos, dizendo que Simone estaria “induzindo a depoente”.