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PT vai ao STF por interferência externa nas eleições e mira cassar Flávio

O partido mira ainda a cassação da chapa do senador caso sejam comprovados os abusos de poder econômico e político e o uso indevido dos meios de comunicação relacionados à interferência estrangeira na disputa

Por Estado de Minas

Candidato à presidência Flávio Bolsonaro

O Partido dos Trabalhadores (PT) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito pela Polícia Federal a fim de apurar uma possível atuação estrangeira em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. A manifestação foi endereçada ao ministro Flávio Dino nesta quarta-feira (23/9).

O PT mira ainda a cassação da chapa do senador caso sejam comprovados os abusos de poder econômico e político e o uso indevido dos meios de comunicação relacionados à interferência estrangeira na disputa.

A legislação brasileira permite manifestações ideológicas de líderes estrangeiros, mas proíbe terminantemente qualquer tipo de suporte operacional, serviços ou impulsionamentos publicitários financiados no exterior.

Outra frente trata da oferta de documentários e cursos do Brasil Paralelo e do Estúdio Quinto Elemento na Academia da Direita, plataforma ligada ao PL e ao Instituto Álvaro Valle, fundação do partido.

Segundo o levantamento citado na manifestação, foram identificados ao menos oito documentários do Brasil Paralelo e três produções do Quinto Elemento sem registro correspondente de contratação, despesa ou pagamento nas prestações de contas examinadas.

Materiais comercializados pelos fornecedores aparecem gratuitamente na plataforma partidária. Para o PT, isso aponta para uma possível doação de bens ou serviços com valor econômico, cuja origem e forma de custeio precisam ser esclarecidas.

No caso do Quinto Elemento, o documento descreve uma cadeia societária que liga as brasileiras Patrística Brasil e Produções 5 Elemento às empresas estrangeiras Patristica Invest LLC e Zeitgeist MKM Corp. A hipótese é que as sociedades nacionais tenham intermediado recursos ou serviços pagos pelas controladoras no exterior.

O partido pede a análise dos registros contábeis e financeiros. Também questiona o uso da fundação, mantida com recursos públicos destinados à pesquisa e à educação política, na divulgação de materiais de promoção de Flávio e ataque ao presidente Lula.

Leia a matéria completa no site Estado de Minas