Sem inaugurar novas Delegacias da Mulher na gestão, Raquel volta a prometer ampliação da rede
Governadora comentou sobre propostas de expansão da rede de enfrentamento à violência contra a mulher. Raquel Lyra aumentou a quantidade de delegacias especializadas que funcionam 24h, mas não construiu nenhuma nova unidade física
A governadora Raquel Lyra (PSD) anunciou a proposta de ampliação da rede de enfrentamento à violência contra a mulher e refez a promessa de construir novas delegacias. A declaração foi feita em sabatina com a CNN, nesta quarta-feira (16).
Apesar de prever a expansão do número de Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (DEAMs) no plano de governo de 2022, a gestão de Raquel não inaugurou novas unidades.
Por outro lado, o governo ampliou o atendimento 24h para 7 delegacias – dessa forma, oito unidades fecham à noite, em finais de semana e feriados. Essa realidade é alvo de críticas da oposição do governo do estado.
“Só havia uma DEAM 24h em Pernambuco. Agora todas do Grande Recife funcionam 24 horas. A de Caruaru e Petrolina também. Abriremos mais duas 24h, a de Garanhuns e Arcoverde, a partir de novos concursos públicos, porque não tinha delegado nem agente suficiente para garantir todas as delegacias funcionando”, comentou.
Raquel pontuou, ainda, que pretende fazer com que as 15 DEAMs do estado funcionem 24h, e que, nas cidades sem este tipo de equipamento, as delegacias tenham Salas Lilás, um espaço reservado e especializado de atendimento a vítimas de violência.
“O próximo passo é ampliar essa rede, com novas delegacias e centros de referência, para que proteção e autonomia cheguem cada vez mais perto de quem precisa”, escreveu Raquel Lyra em postagem do trecho da sabatina desta quarta.
Rede de proteção e monitoramento eletrônico
Como alternativa ao déficit de delegacias físicas exclusivas, a governadora destacou o fortalecimento das medidas protetivas com o uso de tecnologia e policiamento especializado.
De acordo com Raquel, cerca de 2 mil mulheres contam atualmente com dispositivos de alarme para alertar a polícia caso o agressor descumpra a distância mínima determinada pela Justiça.
"Colocamos tornozeleira eletrônica para monitorar aqueles que estão cometendo [violência e descumprindo] as protetivas, e colocamos na mão de cerca de 2 mil mulheres alarmes que podem apitar se eles ultrapassarem o perímetro e chegarem próximos delas", explicou.
A gestora também citou a presença da Patrulha Maria da Penha em todas as organizações militares do estado e a expansão dos Centros de Referência de Acolhimento à Mulher, que, segundo ela, passaram de 30 para 60 unidades em Pernambuco.