Para 40%, caso Lulinha prejudica muito Lula; 42% veem dano a Flávio com Master, diz Quaest
Pesquisa Quaest ainda aponta que 66% dos eleitores conhecem o caso Lulinha, mesmo percentual dos que dizem saber das suspeitas relacionadas a Flávio
As investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e as suspeitas sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) no caso Master prejudicam muito as campanhas dos dois candidatos, na avaliação da maior parcela dos eleitores ouvidos pela Quaest. A pesquisa foi divulgada nesta quarta-feira (2).
De acordo com o levantamento, 40% afirmam que o caso Lulinha prejudica muito a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outros 25% avaliam que prejudica pouco, enquanto 31% não veem impacto.
Fábio Luís é alvo de três inquéritos da Polícia Federal (PF) autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As investigações apuram suspeitas de tráfico de influência, favorecimento de empresários interessados em negócios com órgãos públicos e atuação em benefício próprio.
No caso de Flávio Bolsonaro, 42% dizem que as suspeitas relacionadas ao Banco Master prejudicam muito sua campanha. Para 22%, o impacto é pequeno, enquanto 29% afirmam que o episódio não prejudica o senador.
Em maio, o site Intercept Brasil publicou um áudio no qual Flávio cobrava recursos do banqueiro Daniel Vorcaro para financiar Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
As explicações apresentadas pelos candidatos não convenceram a maioria dos entrevistados. Sobre o caso Lulinha, 54% consideraram que Lula não deu justificativas convincentes, ante 22% que avaliaram o contrário. Em relação ao caso Master, 52% disseram que as explicações de Flávio não foram convincentes, enquanto 24% as consideraram satisfatórias.
Segundo a Quaest, 66% dos eleitores afirmam conhecer o caso Lulinha. O mesmo porcentual declara ter conhecimento das suspeitas relacionadas a Flávio Bolsonaro e ao Banco Master.
A pesquisa, contratada pela TV Globo e pelo jornal O Globo , ouviu 2.004 eleitores entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07065/2026.