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Servidor acusado de integrar suposto "gabinete do ódio" é exonerado do Governo de Pernambuco

Amisadai Andrade da Silva foi retirado do cargo de Superintendente de Operações da Arena de Pernambuco

Por Adelmo Lucena

Amisadai Andrade da Silva foi exonerado do cargo em comissão de Superintendente de Operações da Arena de Pernambuco

O Governo de Pernambuco exonerou, nesta quarta-feira (26), Amisadai Andrade da Silva do cargo em comissão de Superintendente de Operações da Arena de Pernambuco, da Secretaria de Turismo e Lazer. A exoneração foi feita um dia após o servidor ser citado em reportagem exibida em rede nacional pela TV Record, que apontou a existência de uma suposta estrutura de páginas e perfis nas redes sociais utilizada para ataques políticos contra o candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB).

A exoneração consta na Portaria nº 5003, publicada na edição desta quarta-feira do Diário Oficial do Estado. Amisadai é servidor da Caixa Econômica Federal cedido ao Governo de Pernambuco.

Segundo a reportagem da Record, ele teria relatado a existência de uma rede de perfis utilizada para produzir conteúdos contra João Campos. O servidor estava lotado na Secretaria de Turismo e Lazer, pasta responsável também pela gestão da Arena de Pernambuco, onde ocupava o cargo de Superintendente de Operações.

A reportagem exibida na terça-feira (25) apresentou Amisadai como um dos envolvidos na suposta estrutura de comunicação digital. De acordo com o conteúdo, a rede seria formada por páginas e perfis que atuariam de maneira coordenada para criticar João Campos e favorecer a imagem da governadora Raquel Lyra (PSD).

Na matéria da Record, Amisadai teria relatado como funcionaria a suposta estrutura de páginas e perfis. O conteúdo também levantou a suspeita de que os pagamentos relacionados à atuação dessas páginas seriam realizados por meio de contratos de publicidade firmados com o Governo de Pernambuco.

Entre os veículos citados está o Portal de Prefeitura. Segundo a reportagem, a página teria recebido mais de R$ 600 mil em publicidade e estaria entre os perfis utilizados na estratégia de comunicação contra João Campos.

A publicação também relacionou Amisadai ao Portal de Prefeitura. O servidor, no entanto, não integra atualmente o quadro societário da empresa. Em nota divulgada após a reportagem, o portal afirmou que ele deixou a sociedade em 2024 e que, desde então, não representa nem responde pela empresa.