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"Farsa": Flávio nega troca de vice e critica acusação contra Gaspar

Presidenciável afirma que denúncia de estupro de vulnerável envolvendo vice surgiu quando Gaspar atuava contra desvios no INSS e cobrava prisão de Lulinha

Por Estado de Minas

Candidatos em chapa puro-sangue do PL, Flávio Bolsonaro defende seu vice, Alfredo Gaspar, e diz que deputado segue na disputa ao Palácio do Planalto

 O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) classificou como uma “farsa” a acusação de estupro de vulnerável envolvendo seu candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL-AL). A declaração foi dada nesta terça-feira (11/8), em Brasília, durante coletiva antes de gravações para a propaganda eleitoral. Questionado sobre rumores de uma possível substituição do vice, Flávio negou.

Na sequência, o senador atribuiu a denúncia ao trabalho de Gaspar na CPMI do INSS, da qual foi relator. “Essa farsa que foi montada contra o Alfredo, foi exatamente no momento em que ele estava ali defendendo os aposentados, roubados pelo governo do PT, inclusive pedindo a prisão do Lulinha”, afirmou.

Flávio disse ainda que a acusação teria sido produzida por causa da atuação política do deputado. “Por isso que foi feito isso contra ele, a pessoa do bem, a pessoa preparada, da área da segurança pública, que é a nossa confiança de coragem nordestina”, acrescentou.

Entenda o caso

Gaspar foi acusado em março pelos deputados Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela então senadora Soraya Thronicke de envolvimento em um caso de estupro de vulnerável relacionado a uma adolescente que teria 13 anos à época.

O deputado nega a acusação e afirma que o episódio atribuído a ele envolve, na verdade, um primo. Após as acusações, Gaspar apresentou queixa-crime contra os parlamentares e acionou a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR).

O caso ainda não foi encerrado. A PGR pediu novas diligências antes de uma manifestação definitiva sobre a apuração, enquanto o procedimento aguarda novos elementos para que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), avalie os próximos passos.

A existência das diligências não representa uma conclusão de que Gaspar tenha cometido o crime. O deputado também forneceu material genético para exame de DNA, apontado por sua defesa como uma forma de contestar a acusação.