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Lula sobre ampliação do MEI: "Corrige uma defasagem histórica"

Projeto prevê reajuste escalonado até 2028 para aumento de até R$ 140 mil do limite de faturamento, além de permitir duas contratações de funcionários

Por Diario de Pernambuco

Lula apresentou Projeto de Lei para ampliação do limite de faturamento do MEI para até R$ 140 mil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o projeto de lei que amplia o limite de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI) "corrige uma defasagem histórica". Em postagem nas redes sociais, o presidente ainda disse que a medida garante "mais oportunidades para quem empreende e gera empregos no Brasil". Nesta segunda-feira (29), Lula entregou o projeto ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). 

"É uma medida que corrige uma defasagem histórica, fortalece os pequenos negócios, incentiva a geração de empregos e garante mais condições para milhões de brasileiros continuarem crescendo com segurança e dignidade", compartilhou o presidente.

Lula ainda reforçou no vídeo que acompanha a publicação que a proposta deve ser aprovada "o mais rápido possível". "O Congresso Nacional vai fazer um esforço muito grande e (vai) votar essa proposta o mais rápido possível para que a gente possa favorecer aquelas pessoas que mais precisam de crédito", afirmou.

Na proposta entregue a Motta, o teto atingiria o limite de R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028 e os microempreendedores poderiam contratar até dois empregados. Atualmente, o valor máximo anual de faturamento está fixado em R$ 81 mil e a modalidade só permite a contratação de um único funcionário.

A última atualização para o MEI foi em 2018, quando o salário mínimo brasileiro era de R$ 954 - atualmente ele está fixado em R$ 1.621, o que representa um crescimento de 69,9%. 

A proposta já havia sido comentada pelo Ministério do Planejamento e Orçamento na última sexta-feira (26). "Esta é uma pauta legítima, porque o teto (do MEI) está estagnado desde 2018", contextualizou o ministro Bruno Moretti, que defendeu a viabilidade. "Fazendo de forma escalonada, a gente consegue absorver isso nas contas públicas", concluiu.