Ex-chefe do Shin Bet processa Netanyahu e confirma alertas sobre 7 de outubro
O ex-chefe do serviço de segurança interna e contraespionagem de Israel reafirmou que apresentou dezenas de alertas ao premiê israelense entre novembro de 2022 e os dias que antecederam ao ataque de 7 de outubro
A mídia israelense noticiou que o ex-diretor do Shin Bet, Ronen Bar, a Agência de Segurança de Israel (ISA, na sigla em inglês), entrou com uma ação por difamação contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
A iniciativa judicial acontece após Netanyahu ter acusado Bar de cometer crimes relacionados com a sua atuação antes dos ataques do Hamas e de outras milícias da Faixa de Gaza no sul de Israel, no dia 7 de outubro de 2023, que causaram cerca de 1.200 mortos e centenas de reféns, desencadeando a guerra no enclave palestino.
O ex-chefe do serviço de segurança interna e contraespionagem de Israel reafirmou que apresentou dezenas de alertas ao premiê israelense entre novembro de 2022 e os dias que antecederam ao ataque de 7 de outubro.
Segundo publicação do diário israelense Ynet, a documentação apresentada pelo ex-diretor do serviço de informações internas na ação judicial pretende demonstrar que o Governo recebeu os inúmeros alertas sobre uma possível escalada da ameaça do Hamas antes dos ataques no país. Além disso, Bar ainda exigiu que se torne público os documentos relacionados com os acontecimentos, com o objetivo de esclarecer que a informação chegou às autoridades antecipadamente e como estas responderam antes da ofensiva.
"Na ausência de uma comissão de investigação estatal, a verdade virá dos tribunais", declarou Bar.
O Shin Bet tem a principal função de proteger o Estado de Israel contra terrorismo, sabotagem, espionagem e ameaças internas à segurança nacional, com atuação dentro do país e nos territórios palestinos. É um dos três pilares da comunidade de inteligência israelense, ao lado do Mossad - focado em inteligência externa - e da Aman, a inteligência militar das Forças de Defesa de Israel.