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Justiça dos Estados Unidos marca julgamento de Maduro para junho de 2027

Maduro e a esposa estão detidos nos EUA desde janeiro deste ano, após ação militar americana na Venezuela

Por AFP e Estadão Conteúdo

Nicolás Maduro

O presidente depositário da Venezuela, Nicolás Maduro, será julgado nos Estados Unidos em 1º de junho de 2027, conforme decisão de um juiz nesta quarta-feira (22), após sua captura em uma operação militar americana surpreendente realizada em janeiro. Maduro retornou ao tribunal com seus advogados nesta quarta.

Maduro, de 63 anos, e sua mulher, Cilia Flores, 69, estão detidos em uma prisão no Brooklyn desde que forças americanas os capturaram em sua casa em Caracas, em uma operação surpresa durante a madrugada, e os levaram a Nova York.

Ambos se declararam inocentes. Eles podem ser condenados à prisão perpétua se um júri concluir que fizeram parte de uma conspiração para enviar cocaína aos EUA.

O governo do presidente Donald Trump defendeu a ação como uma "operação cirúrgica de aplicação da lei" em um caso criminal aberto há seis anos. Maduro afirma ser prisioneiro de guerra e classifica sua captura como um sequestro.

Promotores americanos dizem que Maduro participou de uma conspiração para transportar milhares de toneladas de cocaína para os EUA, em conluio com autoridades venezuelanas, para favorecer chefes do tráfico.

"Eu não sou culpado. Sou um homem decente, o presidente constitucional do meu país", disse ele em espanhol na audiência de formalização das acusações, em janeiro.

O advogado de Maduro, Barry Pollack, disse que espera contestar a legalidade do que chamou de "abdução militar" de Maduro.

A defesa afirma que há questões jurídicas complexas que o tribunal precisa examinar antes que um julgamento possa começar.