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Petróleo recua levemente com anúncio de nova liberação de reservas estratégicas

Preocupações com conflitos no Oriente Médio seguem impactando preço do petróleo

Por AFP

Contêineres da indústria de petróleo no terminal intermodal da Union Pacific em Los Angeles

Os preços do petróleo fecharam a sexta-feira (2) com uma queda moderada, já que o efeito tranquilizador do anúncio de uma nova liberação de reservas mundiais de hidrocarbonetos não conseguiu dissipar totalmente as preocupações com a situação no Oriente Médio.

O barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em dezembro, recuou 0,06%, a 102,25 dólares. Seu equivalente americano, o West Texas Intermediate, para entrega em novembro, caiu 1,90%, a 91,11 dólares.

Os preços passaram o essencial da sessão em baixa, na expectativa do desbloqueio das reservas estratégicas.

Até 100 milhões de barris de diesel e petróleo bruto serão liberados nos próximos quatro meses, conforme acertaram na sexta-feira os líderes do G7.

Serão colocados no mercado estoques “consideráveis” de diesel nos próximos 20 dias, segundo declaração dos membros do G7 — Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido — que não exclui “analisar a possibilidade” de liberar estoques “adicionais”.

“Comprometemo-nos a não impor nenhuma proibição às exportações, o presidente [Donald] Trump foi muito claro a esse respeito”, declarou o presidente francês Emmanuel Macron.

O governo dos Estados Unidos vinha pressionando a Europa há alguns dias para que recorresse às suas reservas, numa tentativa de fazer os preços recuarem.

“A baixa capacidade de refino e de produção no Oriente Médio e na Rússia, juntamente com o cancelamento por parte da China de carregamentos de derivados destinados à exportação para sustentar seu abastecimento interno, continua restringindo a disponibilidade de combustíveis”, explicou Ole Hansen, analista do Saxo Bank.

Lançar mão das reservas estratégicas pode reduzir a pressão sobre os preços, mas esses colchões “foram concebidos para fazer frente a perturbações temporárias da oferta, e não a desequilíbrios estruturais do mercado”, lembra Giovanni Staunovo, analista do UBS, em declarações à AFP.

A medida do G7 busca ainda conter os preços dos derivados, que subiram mais do que os do petróleo bruto.

Este último continua sujeito a “um importante prêmio de risco”, segundo Thu Lan Nguyen, especialista do Commerzbank, ao explicar que “provavelmente as negociações entre os Estados Unidos e o Irã continuam difíceis e que ainda não se vislumbra um avanço”.