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Presidente do PT-PE confirma Lula em Petrolina. Agenda pode sofrer reflexos de ajustes no RJ e RS

Carlos Veras já conclamou militância para terça-feira (20). Coordenação nacional tenta acomodar ainda situação do Rio de Janeiro, onde o presidente teria agenda, neste sábado (17), mas ela acabou cancelada. Também há demanda de Porto Alegre no radar

Por Renata Bezerra de Melo

Presidente Lula tem agenda prevista em Pernambuco no próximo dia 20

Na tarde desta sexta-feira (16), aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmavam que faltava apenas “fechar pequenos pontos da logística”. Sinalizavam, porém, que a agenda do petista em Petrolina, prevista para a próxima terça-feira (20), estava “muito encaminhada”, contemplando a tradição do que definem como “cruzada" da ponte Juazeiro/Petrolina. Como a coluna cantara a pedra, a ideia era contemplar Pernambuco e Bahia. Ontem, o Piauí, cujo governador reeleito, Rafael Fonteles, agora, integra a coordenação da campanha, passou a ser ventilado como outra possibilidade no roteiro.

No início da noite desta sexta-feira (16), o presidente do PT-PE, Carlos Veras, conclamou a militância em publicação no Instagram: “Vamos ocupar as ruas de Petrolina e de Juazeiro e fazer uma grande atividade”. E emendou: “Juazeiro, Petrolina, Petrolina, Juazeiro, mostrando o nosso amor ao presidente Lula e a nossa empolgação, porque é de virada!”. O deputado federal, que coordena a campanha de Lula no Estado, ainda cravou: “Terça-feira (20) tem encontro marcado!”.

A deputada federal eleita Rosa Amorim também anunciou que acompanhará o ato do líder-mor do PT no Sertão. “A presença do presidente Lula em Pernambuco é importante para manter o diálogo direto com a população e ouvir as demandas da nossa região", registrou. Nas hostes da sigla, o horário das 16h era dado como certo. A interlocutores, o senador eleito pela Bahia Rui Costa, coordenador da agenda de Lula, classificava a passagem dele por Pernambuco como “pré-agendada”, uma vez que era preciso viabilizar um compromisso do presidente em Porto Alegre.

Além do Rio Grande do Sul, o Rio de Janeiro também estava na lista de compromissos que demandavam ajustes. Lula teria agenda por lá neste sábado (17), mas, em função do debate da Band no domingo (18), o primeiro do segundo turno, a programação acabou cancelada para que ele tivesse tempo de descansar e se preparar. A mudança poderia acabar respingando no ato de Petrolina, caso se torne imperativo repor a presença no Rio. A conferir.


Feito à ordem

O PT ainda estuda como vai proceder sobre a PEC da Segurança Pública, retirada de pauta pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na última quinta (15), após Camilo Santana apresentar emenda defendendo redução da maioridade penal para 16 anos. O movimento de Camilo interferiu nos planos do PT de acelerar a tramitação, como pretendia Lula. De outro lado, a emenda do líder do governo acabou catalisando manifestação do presidente sobre o tema, o que ele fez em sabatina na TV Globo. Para a líder do governo no Senado, Teresa Leitão, Lula, na entrevista, “chamou o feito a ordem”. Ela traduz: “PEC da Segurança sem emenda e a maioridade penal em outro debate e com outra PEC”.

Inequação

Em entrevista à TV Globo, o presidenciável Flávio Bolsonaro negou que vá desindexar aposentadorias do reajuste do salário mínimo. Indagado sobre o plano de promover ajuste de cerca de R$ 200 bilhões a partir de contenção de despesas, falou em cortar, ao menos, 10 ministérios. Mas ele próprio admitiu: “Obvio que isso não gera impacto na proporção de R$ 200 bi por ano”. Propôs enfrentar corrupção em estatais, citando prejuízos de R$ 36 bilhões, citou novas receitas a serem contabilizadas e despesas a serem cortadas, mas ainda não fechou a conta exata do proposto pelos integrantes da equipe econômica de seu plano de governo.

Day after

Flávio disse que vai respeitar decisão do Congresso Nacional sobre o fim da escala 6x1. Mas advertiu: "Sempre defendi mais liberdade para que os trabalhadores pudessem montar sua jornada de trabalho. Sou a favor de mais liberdade". E pontuou: "Isso pressupõe que escala 6x1 seja extinta". Informou que mudou de posição por ouvir a vontade popular.

"Direitos dos alienígenas"

Flávio Bolsonaro, ainda na entrevista à TV Globo, ironizou as críticas e cobranças que vem recebendo da campanha do PT. Em tom de deboche, reagiu ao que chama de "terrorismo eleitoral", dizendo que o concorrente propaga que ele "acabaria com as aposentadorias, com os servidores públicos", ainda "com a luz do sol e com os direitos dos alienígenas".

“Jornada 7x0”

Após a aprovação da PEC do fim da escala 6x1, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão, à coluna, ironizou o voto remoto do senador Flávio Bolsonaro, afirmando que a jornada de trabalho dele é “7x0”. Em outras palavras, a petista quis dizer que o senador não é assíduo na Casa Alta. "Não tinha ninguém da oposição para promulgação da PEC (do fim da 6x1) hoje", observou ela. .


Púlpito quase vazio

“Quando ele viu que ia ter o púlpito vazio, ele foi”. A fala é de Teresa Leitão sobre a mudança de posição do senador Flávio Bolsonaro em relação ao debate da Band, que se dará neste domingo (18). Na última quarta-feira (14), o candidato do PL confirmou presença. No dia anterior, no entanto, durante evento em que recebeu apoio do MDB, ele havia informado que não iria ao debate e iria avaliar se compareceria ao da TV Globo. “Lula já tinha dito que ia antes”, pontua a líder do governo. O petista chegou a cobrar, em vídeo em sua rede social, presença do adversário. “É bom para Lula, Flávio ir”, avalia ela.