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Mercado wellness fatura R$ 650 bilhões e coloca o Brasil na liderança da América Latina

Relatório Country Rankings, do Global Wellness Institute, revela que a economia do bem-estar no Brasil alcançou a marca de US$ 125 bilhões (R$ 647,5 bilhões) em 2024. Nos supermercados, alimentos proteicos deixaram a seção fitness e se espalharam pelas gôndolas

Por Pedro Ivo Bernardes

Panorama Setorial Fitness Brasil (2026) registra um total de 61.387 academias ativas no Brasil

Se nos últimos anos todo mundo ao seu redor começou a falar mais sobre saúde mental, alimentação equilibrada, academias e suplementos, isso não é apenas uma impressão. Os números globais do mercado wellness (bem-estar) mostram o Brasil ocupando a 11ª posição no ranking mundial do setor e na liderança isolada na América Latina e Caribe.

Na alimentação, a onda da proteína saiu da seção de suplementos e se espalhou pelas gôndolas e prateleiras dos supermercados. O whey protein virou bebida láctea pronta, mas hoje disputa espaço com iogurtes proteicos, massas, pães, snacks e refeições congeladas. Até cerveja com 10 gramas de proteína pode ser encontrada no mercado hoje, acredite

Dados do Relatório “Country Rankings”, do Global Wellness Institute (GWI), a economia do bem-estar no Brasil alcançou a marca de US$ 125 bilhões em 2024 (R$ 647,5 bilhões, segundo a cotação de 25 de setembro). O estudo mostra um crescimento consistente nos últimos anos. Na comparação com 2019 (US$ 114 bilhões), antes da pandemia, o crescimento foi de apenas 2%, no entanto, sobre 2020, quando a Covid-19 fez o setor recuar a US$ 90 bilhões, o incremento foi de aproximadamente 40%.

Gasto per capta

Apesar de estar, em termos absolutos, em 11º lugar no ranking global, os gastos pessoais com saúde e bem-estar na América Latina (não há recorte específico para o Brasil) ficam bem aquém dos países desenvolvidos. São US$ 607 ao ano por pessoa nas Américas Central e do Sul, ante US$ 7.393 na Islândia, US$ 6.375 na Suíça e US$ 6.293 nos Estados Unidos.

A 5ª edição do Panorama Setorial Fitness Brasil (2026), da plataforma Fitness Brasil, registra um total de 61.387 academias com CNPJ ativo no território nacional. O dado mostra uma expansão contínua desde 2021, quando o segmento registrava 39.027 estabelecimentos abertos.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (Abiad), mais de 60% dos brasileiros têm procurado melhorar sua dieta rotineira, movimentando cerca de R$ 15 bilhões internamente. Esse percentual sobe para 67% na faixa etária entre 41 e 50 anos. No nicho especializado de nutrição esportiva, o Brasil fechou 2025 concentrando 83,25% do mercado sul-americano no segmento.

Saúde mental também importa

A saúde mental também entra na conta do bem-estar para o brasileito. Segundo levantamento global World Mental Health Day, do Instituto Ipsos, 75% dos brasileiros declaram pensar com frequência no seu bem-estar mental. Esse patamar representou o índice mais alto entre os 30 países avaliados no estudo internacional.

Para o futuro, a estimativa é que esse mercado chegue à marca de US$ 2 trilhões globalmente. No Brasil, a expectativa é que o mercado experimente crescimento no segmento de saúde e longevidade, com maior desenvolvimento da Medicina preventiva e longevidade ativa, soluções integradas de saúde mental no trabalho e digitalização dos serviços de saúde.