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"Amanhã vou ficar bem ativa nas redes", disse Deolane antes de ser presa

Um dia antes de ser presa, a influenciador pernambucana conversou com os seguidores

Por Ester Marques

Deolane conversou com os seguidores no Instagram um dia antes de ser presa

Um dia antes de ser presa pela Polícia Civil de São Paulo, a influenciadora e advogada pernambucana Deolane Bezerra publicou um story no seu Instagram dizendo aos seguidores que ficaria "mais ativa" nas redes sociais.

Na manhã desta quinta-feira (21), Deolane foi alvo de um mandado de prisão durante a Operação Vérnix, ação conjunta da Polícia Civil de São Paulo e do Ministério Público do estado, que investiga um esquema milionário de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Além da advogada, outros seis investigados receberam o mandado de prisão, entre eles o 'Marcola', Marco Herbas Camacho, conhecido como líder da facção.

Segurando uma bolsa da marca Hermés avaliada em mais de R$ 100 mil e usando um cinto da marca de grife Louis Vitton, a influenciadora falou sobre 'não ter conversado' o suficiente com os seguidores e prometeu interagir mais no dia seguinte.

A declaração veio após uma série de stories mostrando sua rotina ao lado da filha Valentina, de 9 anos e fazendo propaganda de produtos da sua marca de beleza, Deobeauty.

Entenda o motivo da prisão 

A investigação começou em 2019 e passou a mirar a influenciadora após terem sido identificados depósitos suspeitos e movimentações financeiras incompatíveis em contas vinculadas a ela entre 2018 e 2021. Segundo os investigadores, foram mais de 50 depósitos, que totalizaram aproximadamente R$ 700 mil. As múltiplas transferências sinalizam uma tentativa de dificultar o rastreamento do dinheiro.

Os valores enviados para as contas relacionadas a Deolane não teriam sido declarados oficialmente, de acordo com a apuração. A Justiça ordenou o bloqueio de aproximadamente R$ 27 milhões deste dinheiro.

Uma transportadora no interior de São Paulo, em Presidente Venceslau, foi identificada como um meio do grupo para movimentar recursos da família de Marcola. Além de Deolane Bezerra e do líder do PCC, a operação investiga o irmão dele e dois sobrinhos, e o operador financeiro do grupo, Everton de Souza, conhecido como “Player”.

Até então, foram apreendidos 39 veículos de luxo e bens e valores bloqueados na operação ultrapassam R$ 357 milhões.