Premiado musical sobre São Francisco de Assis volta ao Recife neste sábado (12)
Com ingressos a partir de R$ 60, "Francisco - Um Instrumento de Paz" volta ao Recife, no Teatro do Parque, neste sábado (12)
Publicado: 11/09/2026 às 14:38
Paulo César Freire interpreta São Francisco de Assis (Renan Andrade/Divulgação)
Maior premiado do Janeiro de Grandes Espetáculos deste ano, o musical “Francisco — Um Instrumento de Paz” volta ao palco para apresentação única, dia 12 de setembro, às 16h, no Teatro do Parque. A sessão é duplamente especial, pois celebra um ano da estreia da peça e também marca os 800 anos da morte de Francisco de Assis, italiano tornado um dos santos mais populares da Igreja Católica, morto no ano de 1226, no dia 3 de outubro, data em que é reverenciado no calendário romano. A partir de R$ 60, os ingressos estão à venda no Sympla.
Com texto e direção geral de Roberto Costa, “Francisco — Um Instrumento de Paz” é um projeto que surgiu na adolescência do ator, diretor e produtor cultural, quando conviveu com um frade franciscano. A montagem narra a conversão de Giovanni di Pietro di Bernardone no homem que viria a ser conhecido no mundo como Francisco de Assis. Biografado como um jovem mundano, filho de burgueses da cidade de Assis, onde nasceu, Giovanni, que desde a infância era chamado de Francesco, se transforma radicalmente, passando a levar uma vida lastreada na humildade e dedicada à prática do que preconizam os evangelhos bíblicos, quando funda a Ordem dos Frades Menores - os chamados franciscanos - com votos de pobreza, obediência e castidade.
Ainda que se trate da trajetória do santo católico, “Francisco — Um Instrumento de Paz” apresenta no palco aquilo que Francisco de Assis tornou universal: o modelo de uma vida simples e, sobretudo, fraterna. “Ele é um santo muito respeitado por outras religiões, por todos, justamente por essa forma de viver”, conta o diretor. “A maioria das pessoas conhece Francisco de Assis como o santo protetor da natureza e dos animais, mas o mais bonito na história é a conversão de quem ele era para quem ele se tornou”, completa.
Onze atores, seis cantores e cinco músicos entram em cena para contar essa trajetória de vida. Entre eles, Paulo César Freire, que dá vida ao protagonista, e José Mário Austregésilo, que faz uma participação especial como o papa Inocêncio III. A dramaturgia do espetáculo tem início na infância de Francisco, passa pela guerra entre Assis e a Perugia, quando acaba preso, até a conversão nas ruínas de São Damião. Termina indo até o papa Inocêncio III solicitar autorização para criar a Ordem dos Frades Menores. “Ele pede para viver da forma que desejava, espelhado em Jesus Cristo. É que, naquela época, se não pedisse à Roma, seria considerado um herege”, contextualiza Roberto Costa, que tem vasta pesquisa sobre o personagem.
Considerado Melhor Espetáculo na categoria Teatro Adulto, no 32º Janeiro de Grandes Espetáculos, realizado neste ano, “Francisco — Um Instrumento de Paz” também rendeu a Roberto Costa prêmio pelo figurino que criou para o musical. Já a maestrina Hadassa Rossiter, do Conservatório Pernambucano de Música, recebeu troféu pela direção musical que leva a sua assinatura. São dela também os arranjos das canções interpretadas e executadas na peça, assim como a regência. São todas músicas do cancioneiro popular, que o público vai reconhecer e cantar junto - sobretudo, a “Oração de São Francisco”.
SERVIÇO
“Francisco — Um Instrumento de Paz”
Quando: Neste sábado (12), às 16h
Onde: Teatro do Parque (Rua do Hospício, 81, Boa Vista, Recife)
Ingressos: Entre R$ 60 e R$ 150 (À venda no Sympla e na bilheteria do teatro, uma hora antes do início da apresentação).
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 75 minutos
*Com informações da assessoria