UFPE mantém atividades nesta quinta (8) após incêndio em prédio da universidade
Em vídeo publicado nas redes sociais, Alfredo Gomes confirmou a realização da Expo UFPE 2026, marcada para esta quinta (8)
Publicado: 08/10/2026 às 07:16
Alfredo Gomes confirmou realização da Expo UFPE após incêndio em prédio da universidade (Reprodução/Redes Sociais)
O reitor da Universidade Federal de Pernambuco, Alfredo Gomes, afirmou que as atividades da instituição de ensino nesta quinta-feira (8) estão mantidas após um incêndio atingir o antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (DINE) da UFPE, na Zona Oeste do Recife, nesta quarta-feira (7).
Em vídeo publicado nas redes sociais, Alfredo Gomes confirmou a realização da Expo UFPE 2026, marcada para esta quinta. O início do evento está marcado para 8h e deve se estender durante todo o dia.
“O incêndio aconteceu em um prédio que fica relativamente isolado da área central onde ocorrerá o evento. O prédio está isolado, com atuação, portanto, da nossa Superintendência de Infraestrutura e de outras pessoas que cuidarão do seu isolamento”, disse o reitor.
A Expo UFPE é uma feira de profissões que reúne estandes dos cursos de graduação oferecidos pela universidade. Ao longo do dia, estudantes do Ensino Médio das redes pública e privada poderão conversar com alunos e professores, conhecer áreas de atuação, tirar dúvidas sobre mercado de trabalho e participar de atividades culturais.
A programação conta ainda com salas temáticas sobre assistência estudantil, pesquisa e extensão.
O incêndio
Em nota divulgada na manhã desta quinta (8), o Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE) informou ter atuado no combate a um incêndio em uma edificação localizada na Cidade Universitária, no Recife.
Ao todo, foram empregadas oito viaturas, incluindo unidades de combate a incêndio, apoio e resgate, além da presença do oficial de operações.
"Após a extinção das chamas, as equipes realizaram o rescaldo e os procedimentos de segurança necessários até a conclusão dos trabalhos. Não houve registro de vítimas. As causas do incêndio serão determinadas por meio de perícia técnica", disse a corporação.
Prejuízos
O reitor da UFPE, Alfredo Gomes, esteve, na noite de quarta-feira (7), no antigo prédio da DINE da universidade, e informou que ainda não havia sido identificada a origem do incêndio. De acordo com ele, laboratórios ligados ao Núcleo de Inovação Terapêutica funcionavam no primeiro andar do prédio e armazenavam amostras e equipamentos.
“Funcionavam no primeiro andar do prédio os laboratórios ligados ao Núcleo de Inovação Terapêutica, que trabalha com fármacos. Havia muitas amostras, muitos equipamentos. Nós perdemos uma quantidade considerável de equipamentos e amostras ligadas a dissertações e teses”, disse.
O reitor afirmou ainda que outros laboratórios ligados à área de informática e computação também tiveram equipamentos e dados atingidos.
De acordo com o reitor, o Corpo de Bombeiros informou que uma área localizada na parte direita do térreo permanecia fria, o que indicaria que o espaço não havia sido atingido pelo fogo. As equipes também iniciaram a avaliação das áreas inferiores do prédio para verificar possíveis danos.
“Quero aproveitar o momento para prestar minha solidariedade aqui a todos os professores e professoras, pesquisadores e pesquisadoras, mestrandos, doutorandos e alunos de iniciação científica que trabalhavam nos laboratórios aqui e perderam meses e anos de dedicação, por meio dos dados. Fica a minha solidariedade.”
Um servidor da UFPE que trabalha há 12 anos no prédio relatou perdas de equipamentos, materiais e amostras utilizadas em pesquisas. Segundo ele, os prejuízos materiais podem chegar a milhões de reais.
"A gente começou a desesperar para trazer os bombeiros. Mas, como isso era algo que nunca tinha acontecido, eu nunca tinha presenciado, na minha cabeça eu achava que, quando os bombeiros chegassem, eles iam acionar a água. Mas, no fim das contas, por conta do processo de como as coisas aconteceram, o fogo se espalhou e se espalhou muito rápido."
O servidor contou que estudantes mantinham amostras em freezers e geladeiras e que algumas pesquisas foram completamente perdidas. “Tem gente que perdeu a pesquisa completa, que não tem mais nada”, disse. Ele afirmou ainda que muitos estudantes ficaram desesperados com a possibilidade de precisar começar os trabalhos do zero.
Terceiro incêndio em 8 dias
O incêndio desta quarta ocorre uma semana após um laboratório de pesquisa do Departamento de Física, localizado no Centro de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN) ser atingido por chamas.
Na ocasião, o fogo começou por volta das 13h30, durante a manipulação de um produto químico em um forno mufla, equipamento utilizado para o aquecimento de substâncias em altas temperaturas. A suspeita inicial era de que as chamas tivessem começado de forma acidental.
Pessoas que trabalhavam no laboratório tentaram controlar o fogo com extintores, mas não conseguiram. O Corpo de Bombeiros foi acionado e enviou duas viaturas ao local para combater as chamas e realizar o isolamento da área. Não houve feridos no episódio.
Além disso, no último domingo (4) o Laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências também foi atingido por um incêndio. O caso não deixou vítimas.