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Criminosos investigados por corrupção dentro de presídios são alvo de 20 mandados em Pernambuco

As ordens judiciais foram cumpridas na manhã desta terça-feira (25); Operação Controle Paralelo cumpre seis mandados de prisão, 14 de busca e apreensão e bloqueia bens e dinheiro de investigados

Cadu Silva

Publicado: 25/08/2026 às 08:45

Criminosos  investigados por corrupção dentro de presídios são alvo de 20 mandados em Pernambuco 
/Ascom/PCPE

Criminosos investigados por corrupção dentro de presídios são alvo de 20 mandados em Pernambuco (Ascom/PCPE)

Uma organização criminosa suspeita de manter um esquema de corrupção dentro do sistema prisional de Pernambuco foi alvo de uma ação da Polícia Civil nesta terça-feira (25), nos municípios do Recife, Vitória, Ipojuca, Escada, distrito de Bonança, em Moreno e Maceió (AL). A Operação Controle Paralelo cumpriu seis mandados de prisão, 14 de busca e apreensão, além de ordens para bloquear dinheiro e bens dos investigados.

De acordo com a corporação, as investigações tiveram início em outubro de 2022 e busca identificar e prender integrantes do grupo suspeito de envolvimento em corrupção, extorsão, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Segundo a Polícia Civil, o esquema funcionava dentro de unidades prisionais. Detentos recebiam benefícios indevidos e tinham autorização para controlar e administrar pavilhões. Esses presos eram conhecidos como “chaveiros”.

Em troca, segundo as investigações, o detento que exercia essa função fazia pagamentos a agentes envolvidos no esquema. Os valores também teriam sido enviados por meio de outras pessoas e para contas de familiares de presos.

A investigação aponta ainda que o esquema não envolvia apenas o chefe de uma unidade prisional. Outros policiais penais também são suspeitos de participação nas irregularidades.

Além da corrupção, a Polícia Civil investiga suspeitas de extorsão contra presos e familiares, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

De acordo com os investigadores, o dinheiro obtido com os crimes teria sido movimentado por meio de empresas ligadas aos setores de criação de camarão e venda de pescados. A suspeita é de que essas empresas tenham sido usadas para esconder a origem dos valores.

As ordens foram expedidas pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata de Pernambuco. Durante a ação foram apreendidas duas espingardas, revólveres, munições de fino e grosso calibre, celulares e caixotes.

A investigação contou com apoio da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (DINTEL), do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), do Comando de Operações e Recursos Especiais (CORE), da Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, da Polícia Civil de Alagoas e da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (RENORCRIM).

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