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JUSTIÇA

Babá é usada como ‘laranja’ pelos patrões em empresa fraudulenta em Ipojuca

Defensoria Pública de Pernambuco conseguiu restabelecer direitos e desbloqueio bancário que a babá passou a sofrer após ser usada como "laranja" na constituição de empresa fraulenta pelos patrões, em Ipojuca, no Grande Recife

Diario de Pernambuco

Publicado: 14/05/2026 às 09:53

A decisão judicial foi obtida pela Defensoria Pública de Pernambuco (DPPE) na última quinta-feira (11)/Foto: Divulgação/DPPE

A decisão judicial foi obtida pela Defensoria Pública de Pernambuco (DPPE) na última quinta-feira (11) (Foto: Divulgação/DPPE)

Uma mulher que trabalhava como babá em Ipojuca, no Grande Recife, foi vítima de uma fraude após os próprios patrões inseri-la, sem o seu conhecimento, como sócia-administradora de uma empresa. Como consequência, ela passou a sofrer execuções trabalhistas e bloqueios bancários.

Segundo a Defensoria Pública de Pernambuco, que conseguiu restabelecer direitos básicos e evitar novos bloqueios bancários na conta da vítima, a babá acreditava estar assinando documentos relacionados à formalização de vínculo de trabalho.

A Defensoria identificou que a vítima não tinha conhecimento técnico, nem tampouco participação na atividade empresarial ou manifestação de vontade consciente.

Por conta da inclusão indevida no quadro societário da empresa, a babá passou a sofrer graves consequências financeiras e judiciais, incluindo bloqueios bancários decorrentes de execuções trabalhistas movidas contra a pessoa jurídica.

Por conta da situação de hipervulnerabilidade da vítima, a Justiça reconheceu a presença de requisitos legais para concessão da tutela de urgência, determinando o imediato desbloqueio dos valores constritos nas contas bancárias da babá.

Após a concessão da tutela de urgência, a Defensoria Pública conseguiu garantir o restabelecimento de direitos básicos e evitar a continuidade dos danos decorrentes da suposta fraude.

Segundo o defensor Público Vinicius Ferreira Tonon, que é chefe do Núcleo de Ipojuca e responsável pelo ajuizamento da ação, situações como essa têm se tornado frequentes, sobretudo envolvendo trabalhadores humildes e pessoas com baixa instrução, que acabam sendo utilizadas como “laranjas” em constituições empresariais fraudulentas.

“É uma realidade preocupante. Muitas pessoas em condição de vulnerabilidade acabam sendo enganadas e inseridas formalmente como sócias de empresas sem sequer compreenderem o que estavam assinando, suportando posteriormente dívidas, bloqueios judiciais e inúmeros prejuízos pessoais e financeiros”, afirmou o Defensor Público.

 

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