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Chance de surto de Hantavírus em Pernambuco é mínima, diz SES-PE

Estado nunca registrou casos ou mortes pela doença, transmitida por roedores silvestres contaminados. Segundo o Ministério da Saúde, o surto de hantavírus em um cruzeiro não representa risco para o Brasil.

Nicolle Gomes

Publicado: 11/05/2026 às 16:11

Recipiente usado para diagnosticar o hantavírus andino /AFP

Recipiente usado para diagnosticar o hantavírus andino (AFP)

Apesar de o surto de hantavírus em um cruzeiro não representar risco ao Brasil, conforme divulgou o Ministério da Saúde, a preocupação sobre a transmissão da doença entrou em pauta após a primeira morte no país neste ano ser confirmada neste domingo (10). Pernambuco, no entanto, não figura como um território de risco para possíveis surtos, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE).

Nunca foi registrado nenhum caso ou morte por hantavírus em terras pernambucanas, de acordo com o diretor-geral de Vigilância Ambiental e Saúde do Trabalhador da SES-PE, Eduardo Bezerra.

“É uma doença que se articula em áreas silvestres e rurais. Mas, aqui em Pernambuco, a gente não tem casos. Há alguns anos, a Fiocruz aqui de Pernambuco fez uma pesquisa com roedores em regiões que seriam propícias, e não foi encontrado nenhum roedor com hantavírus”, iniciou Eduardo.

O hantavírus é uma doença que é transmitida pelo contato com excreções de roedores silvestres. Os sintomas são febre, dores nas articulações, na cabeça, lombar e abdominal, além de sintomas gastrointestinais. Posteriormente, o doente pode apresentar dificuldade de respirar, respiração acelerada, taquicardia, tosse seca e pressão baixa.

Eduardo explica, ainda, que o surto em um navio que, até o momento, deixou três passageiros mortos não tem circunstâncias de repercutir fora do cruzeiro, o que descartaria uma situação de pandemia da doença.

“O que aconteceu no navio não terá repercussão fora dele. Não acontece assim. Não é uma doença de fácil transmissão de pessoa para pessoa. Então, muito dificilmente tem o potencial de se transformar em pandemia”, comenta.

Pernambuco, especificamente, não estaria no mapa de risco para desenvolvimento da cepa que ocasiona a transmissão entre pessoas – o que aconteceu no navio, destaca Bezerra.

“A gente ainda poderia ter maior chance no sul do país, que fica mais perto da região com a fronteira dos Andes, mas aqui (em Pernambuco) não tem. Não estamos nesse mapa”, acrescenta.

Eduardo diz, ainda, que a Secretaria de Saúde do Estado segue atenta aos desdobramentos da doença e do caso do navio.

“É o tipo de coisa para a qual a gente está preparado, a gente tem organização, mesmo sabendo que a possibilidade de isso acontecer aqui é muito pequena. Mas, no caso de acontecer a mínima suspeita, a gente tem tudo para agir de forma rápida e integrada”, finaliza.

 

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