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LUTO

Morre Cleto Beltrão Cavalcanti, ex-jornalista do Diario de Pernambuco, aos 94 anos

Jornalista de longa trajetória na comunicação pernambucana, ele integrou por vários anos a redação do Diario de Pernambuco e também atuou na Rádio Clube, onde desenvolveu parte de sua carreira profissional

Mariana de Sousa

Publicado: 09/05/2026 às 14:35

Jornalista Cleto Beltrão Cavalcanti morre aos 94 anos/Foto: Acervo Pessoal

Jornalista Cleto Beltrão Cavalcanti morre aos 94 anos (Foto: Acervo Pessoal)

O jornalista Cleto Beltrão Cavalcanti, faleceu na última quinta-feira (7), aos 94 anos. Profissional de longa trajetória na comunicação pernambucana, ele integrou por vários anos a redação do Diario de Pernambuco e também atuou na Rádio Clube, onde desenvolveu parte de sua carreira profissional.

Seu sepultamento aconteceu na sexta-feira (8), no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife.

Figura lembrada pela disciplina, pela escrita e pela intensa dedicação ao trabalho, Cleto construiu uma carreira marcada também por múltiplas atividades na comunicação, além do jornalismo impresso. Cleto também foi um dos corretores do livro Casa Grande e Senzala de Gilberto Freire, além de autodidata.

Ele deixa um legado que, segundo os familiares, ultrapassa a vida profissional. Em relato ao Diario de Pernambuco, a filha Sylvia Macedo destacou a dimensão humana do pai e a convivência familiar ao longo das décadas. “Ele me criou praticamente como pai e avô. Foi uma jornada bem linda. O legado que ele deixou foi amor, retidão, muito conhecimento e muita sabedoria”, afirmou.

Cleto foi casado por 70 anos com Ivanise Macêdo Cavalcanti, união que a família descreve como marcada por companheirismo e afeto constante. Viúvo há cerca de um ano e meio, ele também enfrentou, no período recente, a perda de um filho, além de problemas de saúde típicos da idade avançada. Ainda assim, segundo familiares, permaneceu cercado de cuidados, atenção e presença constante da família e cuidadoras.

Apaixonado por música, Cleto tinha predileção por nomes clássicos da música brasileira como Carlos Galhardo, Orlando Silva, Dalva de Oliveira e Luiz Gonzaga, além de manter o hábito de ouvir discos de vinil e gravar CDs. Também era conhecido pelo gosto por livros e pelo cotidiano ligado à memória afetiva da música popular.

Em homenagem escrita pela filha Sylvia, Cleto foi lembrado como “o jornalista da vida”: alguém que “chegava cansado, mas antes de dormir perguntava o que tinha acontecido”, sempre preocupado com o bem-estar dos seus.

A Associação dos Oficiais de Justiça de Pernambuco (Assojaf-PE) também divulgou nota de pesar, destacando o vínculo familiar de Cleto com a servidora e oficiala de justiça Sylvia Macedo, sua filha.

“Neste momento de tristeza e luto, expressamos nossas condolências aos familiares e amigos, em especial à colega Sylvia”, diz o comunicado.

Cleto Beltrão Cavalcanti deixa filhos, netos, bisnetos e uma trajetória marcada pela comunicação, pelo trabalho e pela forte ligação familiar.

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