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Diarista e amante são peças-chave de quadrilha que roubou joias e relógios e fez família refém em Olinda

Operação The Closet foi deflagrada, na sexta (24), pela Polícia Civil e prendeu a empregada e um comparsa. Dois mandados de prisão foram cumpridos contra dois homens que já estavam presos.

Diario de Pernambuco

Publicado: 27/04/2026 às 13:17

Vítimafoi levada pera dentro de prédio por bandidos, que viraram alvo de operação no estado  /Polícia Civil/Divulgação

Vítimafoi levada pera dentro de prédio por bandidos, que viraram alvo de operação no estado (Polícia Civil/Divulgação )

Uma diarista e o amante dela são peças-chave do quebra-cabeça que levou a Polícia Civil de Pernambuco a desvendar um assalto que terminou com um empresário e a família dele reféns dentro de casa, em Olinda, no Grande Recife.

Os envolvidos no roubo de joias e mais de 40 relógios de marcas famosas, avaliados em mais de R$ 300 mil, foram alvo da Operação The Closet, deflagrada na sexta (24).

A ação cumpriu, ao todo, quatro mandados de prisão e cinco de busca e apreensão em cinco cidades do estado.

Em entrevista concedida nesta segunda (27), no Recife, o delegado Gilmar Rodrigues, de Olinda, informou que tudo foi esclarecido a partir da diarista Danúbia Cristina, de 39 anos, uma das presas na ação.

Ainda segundo o delegado, ela trabalhou na casa do empresário, do setor de peças automotivas durante alguns anos e pediu demissão três meses antes do crime, praticado no dia 8 de abril de 2025, em Rio Doce.

Foi ela, de acordo com Rodrigues, que tramou todo o assalto com o amante, identificado como Leandro, que está preso no Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife.

Leandro, ainda conforme o delegado, acionou um comparsa chamado de Tiago Felipe, que também está preso, só que no Presídio de Igarassu, no Grande Recife.

A quarta peça do quebra-cabeça na trama do crime é um homem identificado como José Adeílson, ou Galego da Verdura, que estava em Bezerros, no Agreste, e também foi capturado na operação.

Esse homem tem envolvimento prévio com homicídios, roubos e tráfico de drogas, segundo a polícia.

Dos quatro mandados de prisão expedidos pela Justiça em Olinda, dois foram cumpridos fora da cadeia, o de Danúbia e o de Galego da Verdura, e dois em presídios do Grande Recife, o de Tiago e o de Leandro.

“As investigações vão continuar para a gente encontrar os executores do crime”, disse Gilmar Rodrigues.

Não sabia inglês

A Operação foi batizada de Closet (armário, em inglês) por causa da participação da diarista Danúbia. Gilmar Rodrigues informou que, a partir de informações privilegiadas de Danúbia, repassadas para os dois detentos e para o comparsa de Bezerros, foram chamados os três executores do assalto.

No dia do crime, o empresário passeava com o cão na orla de Rio Doce. Ele foi abordado pelos bandidos e levado para o próprio apartamento, onde estavam os familiares.

Todos foram colocados dentro do banheiro com algemas, o que configurou o crime de cárcere privado.

O delegado Gilmar Rodrigues explicou que a participação decisiva da diarista Danúbia ficou marcada no momento em que um dos executores fez uma chamada de vídeo e recebeu a orientação para procurar um “quarto secreto”, onde estavam as três caixas de relógios e as joias.

O delegado afirmou que só quem se referia dessa forma a esse closet (armário, em inglês) era Danúbia, que não sabia pronunciar a palavra estrangeira.

Com os mandados de busca e as quebras de sigilo telefônico, a polícia descobriu que Danúbia tinha falado com um dos comparsas 50 vezes na semana do assalto e 10 vezes no mesmo dia do crime.

Ficou provado que ela não sabia falar Closet e sempre dizia "quarto secreto", que foi a expressão usada por um dos criminosos quando entrou no apartamento.

Quando o empresário estava trancado no apartamento com a família, os bandidos disseram que a chave das algemas ficaria do lado de fora, perto da lixeira. Eles tinham todos os detalhes do local, repassados por Danúbia Cristina”, acrescentou o delegado Gilmar Rodrigues.

A Operação The Closet

A ação aconteceu no Recife, Itamaracá, Igarassu e Abreu e Lima, na Região Metropolitana, além de Bezerros, no Agreste.

Houve o apoio operacional da Gerência de Inteligência e Segurança Orgânica da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização, apontando para o envolvimento de presidiários.

Imagens divulgadas pela polícia mostram o momento em que o empresário abordado pelos criminosos na orla.

Outro vídeo mostra quando todos entram no prédio onde a família da vítima mora, que não tem porteiro.

Também foi divulgada uma foto das joias e dos relógios apreendidos com os criminosos.

Os crimes investigados foram roubo, receptação e cárcere privado.

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