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Usuários de patinetes relatam problemas em áreas da Zona Sul do Recife; empresa confirma restrições

Moradores apontam limitações de circulação no Bode e regras de estacionamento em Brasília Teimosa; empresa atribui medidas à operação e segurança

Adelmo Lucena

Publicado: 09/04/2026 às 17:11

Patinetes elétricos no Recife/Foto: Crysli Viana/DP Foto

Patinetes elétricos no Recife (Foto: Crysli Viana/DP Foto)

Moradores da comunidade do Bode, no bairro do Pina, na Zona Sul do Recife, relatam dificuldades para utilizar as patinetes elétricas disponibilizadas pela empresa JET. Segundo usuários, os equipamentos praticamente não operam na localidade, enquanto há restrições para estacionamento em áreas do bairro vizinho, Brasília Teimosa.

De acordo com relatos publicados nas redes sociais, os pontos de estacionamento autorizados estariam concentrados na orla de Brasília Teimosa, em vias como Rua Delfim, Rua Dr. Henrique Lins, Rua Atum e Rua Dr. Paes de Melo. Apesar disso, usuários afirmam que é possível circular por outras ruas do bairro, embora sem a possibilidade de finalizar a corrida fora das áreas indicadas.

Já na comunidade do Bode, a situação é diferente. Usuários relatam que, ao entrar na região, as patinetes reduzem automaticamente a velocidade para cerca de 5 km/h até pararem completamente, inviabilizando o deslocamento.

Em nota, a JET informou que “em casos de menor demanda ou até por questões preventivas, a JET tem a prerrogativa de, temporariamente, vir a limitar a área de uso em sua frota, a fim de garantir de modo gradual e com a devida eficiência o serviço junto à população.”

A empresa monitora os equipamentos 24 horas por dia, por meio de GPS e sistemas de rastreamento, além de manter equipes nas ruas para recolhimento, manutenção e verificação de ocorrências.

Mau uso na capital

Além das restrições operacionais, o uso irregular das patinetes também tem chamado a atenção. Nos últimos dias, vídeos e fotos compartilhados nas redes sociais mostram equipamentos descartados de forma inadequada, inclusive em canais e áreas de mangue.

Em um dos registros, uma patinete aparece abandonada, sem bateria, entre as praias do Pina e de Brasília Teimosa. Em outro caso, um homem retira dois equipamentos de uma área de mangue na Vila Moacir, em meio ao lixo e à vegetação. Há ainda imagens de um equipamento sendo retirado de um canal na comunidade Ilha de Joaneiro, no bairro de Campo Grande, no fim de março.

A equipe do Diario de Pernambuco também flagrou outras irregularidades, como o uso por menores de idade e o transporte de mais de uma pessoa no mesmo equipamento, práticas proibidas pelas regras do serviço.

Regras de uso

Desde 2023, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) classifica as patinetes elétricas como equipamentos de mobilidade individual autopropelidos. Com isso, os condutores devem seguir normas específicas de circulação.

Entre as regras gerais, está o limite de até 6 km/h em áreas de pedestres e o respeito à velocidade máxima de 20 km/h em ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas, padrão adotado no Recife. Já em vias públicas, o limite pode chegar a 40 km/h, conforme a regulamentação.

A Prefeitura do Recife também estabelece exigências para uso das patinetes da JET, sendo necessário ter mais de 18 anos, possuir cadastro validado no aplicativo, utilizar o equipamento de forma individual e não conduzi-lo sob efeito de álcool ou drogas.

Outras orientações incluem desmontar do patinete ao atravessar faixas de pedestres, estacionar apenas nos locais indicados no aplicativo, com registro fotográfico ao final da corrida, e evitar o uso em rodovias, calçadas (salvo onde permitido) ou locais que prejudiquem o fluxo de pessoas e veículos.

No Recife, o sistema de patinetes elétricas conta com cerca de 90 pontos de estacionamento distribuídos entre bairros do Centro e das zonas Norte e Sul. O serviço é operado pelas empresas JET e Whoosh, com tarifas a partir de R$ 0,63 por minuto e pacotes que começam em R$ 13 para 20 minutos de uso.

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